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Um casal foi encontrado morto na noite de terça-feira (9) no apartamento onde morava, no Residencial Parque Florença, no bairro Lagoa Salgada, em Feira de Santana. As vítimas foram identificadas como Géssica do Nascimento Reis, de 30 anos, e o policial militar Alden Teixeira Santos, de 40, que estava afastado das atividades havia um ano e três meses. De acordo com informações do portal Acorda Cidade, familiares de Géssica estranharam a falta de contato desde as 13h do último domingo (7), quando ela conversava com uma amiga. Sem conseguir falar com a jovem, parentes foram até o imóvel e encontraram o carro dela estacionado na garagem, com todos os pertences no interior. A motocicleta de Alden também estava no local. Ao entrar no apartamento, os familiares localizaram os corpos de Géssica e Alden, ambos com marcas de disparos de arma de fogo. Uma guarnição da 65ª Companhia Independente da Polícia Militar isolou a área e acionou equipes da Polícia Civil e do Departamento de Polícia Técnica, que iniciaram os primeiros procedimentos no local. As circunstâncias das mortes serão investigadas pela Delegacia de Homicídios de Feira de Santana.
A conselheira Aline Peixoto, do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, indeferiu o pedido de medida cautelar apresentado após denúncias de supostas irregularidades no Carnaval de 2025 em Rio de Contas. O processo foi movido pelo vereador Dilemardo Martins Cardoso Filho, o Bado, contra o prefeito Célio Evangelista da Silva, o servidor municipal Amarildo Nunes de Souza e a secretária municipal de Finanças, Carla Patrícia Araújo Bonfim. Na representação, o vereador apontou possíveis falhas como arrecadação informal de valores junto a ambulantes, inclusão de pessoas na folha de pagamento sem vínculo funcional, confecção posterior de recibos para justificar despesas, contratações sem processo administrativo regular e eventual promoção pessoal do prefeito durante a festa. Segundo o parlamentar, o cantor Pedro Silva de Souza teria recebido nove mil reais em lançamento único na folha municipal, sem comprovação de vínculo ou serviço prestado. Ao analisar o pedido, a relatora reconheceu que os fatos relatados exigem apuração detalhada, por envolverem recursos públicos e possíveis irregularidades administrativas. No entanto, destacou que as situações narradas se referem a um evento já encerrado e não apresentam sinais de continuidade ou risco imediato ao erário que justifiquem a adoção de medida urgente. A conselheira ressaltou que as questões levantadas serão examinadas no julgamento de mérito, após a formação do contraditório. Também foi registrado no processo que parte dos fatos já está sob apuração do Ministério Público da Bahia.
O Diretório do Partido dos Trabalhadores de Livramento de Nossa Senhora se reuniu na manhã de quarta-feira, 27 de novembro, com o deputado estadual Zé Raimundo para discutir prioridades relacionadas ao desenvolvimento do município. O encontro abordou temas considerados essenciais para a região, com foco nas áreas de saúde, educação, cultura e no fortalecimento dos movimentos sociais. Durante a reunião, os representantes reforçaram a importância de articular políticas públicas que atendam às demandas da população e ampliem a presença da sociedade nas decisões que impactam o território. O diálogo também marcou a continuidade do alinhamento entre lideranças locais e parlamentares comprometidos com a defesa de pautas sociais. O PT de Livramento afirmou que seguirá promovendo encontros e mantendo interlocução com agentes públicos e movimentos organizados, com o objetivo de fortalecer ações voltadas ao desenvolvimento democrático e ao bem-estar da comunidade.
Um lavrador de 36 anos, morador da zona rural de Igaporã, perdeu R$ 11.580 após ser alvo do golpe do “falso advogado”. O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Riacho de Santana, no sudoeste da Bahia. De acordo com o boletim, Edinardo Selvino da Silva recebeu mensagens pelo WhatsApp de um número com DDD 77. Os golpistas utilizaram o nome do advogado Léo Humberto Guanais, de Riacho de Santana, e informaram falsamente que uma ação judicial movida por ele teria sido decidida de forma favorável. Na sequência, outro estelionatário entrou em contato por vídeo chamada usando um número com DDD 11. Ele orientou o agricultor a realizar uma transferência de R$ 10 mil via Pix, afirmando que o valor seria devolvido juntamente com um suposto crédito de R$ 45 mil. Após o depósito inicial, os criminosos exigiram mais R$ 1.580, quantia que também foi enviada. A vítima desconfiou da fraude quando o contato foi encerrado repentinamente. Ao procurar a secretária do advogado, soube que nenhuma ação estava em andamento e que se tratava de um golpe. O caso será investigado pela Polícia Civil.
A Operação Sinete desarticulou, nesta quarta-feira (26), um grupo criminoso responsável por fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios vizinhos. A ação integra medida cautelar deferida pelo Poder Judiciário, que autorizou o cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão temporária. Até o momento, sete pessoas foram presas. Durante as diligências, foram apreendidos doze carros, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos. O sequestro judicial de valores e bens também foi determinado, com bloqueio autorizado de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados. As apurações conduzidas no âmbito do inquérito instaurado pela Polícia Civil, através do Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) identificaram uma estrutura formada por servidores de cartórios de registro de imóveis, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública. O conjunto probatório aponta para um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, com uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para apropriação clandestina de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo. A investigação avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas, o que permitiu reunir elementos suficientes para o deferimento das medidas. Também foi determinado o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de participação no esquema. A operação contou com o apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. As medidas foram executadas de forma simultânea, garantindo a preservação das provas e a segurança dos agentes. As investigações seguem para delimitar responsabilidades, identificar possíveis novos envolvidos e localizar o oitavo investigado com mandado de prisão expedido.
Uma moradora de Tanhaçu, no sudoeste da Bahia, denunciou suposta negligência após perder o filho durante o trabalho de parto no dia 16 de novembro. A paciente, Isadora Pereira, contou que buscou atendimento no Hospital Municipal e foi informada de que a unidade não tinha condições de realizar o parto, sendo orientada a aguardar regulação para outra cidade. No dia seguinte, já com outra equipe médica no plantão, a paciente relatou que houve mudança de conduta. Segundo ela, o novo profissional decidiu iniciar a indução do parto no próprio hospital, afirmando que o procedimento poderia ser realizado ali. Isadora afirma ter passado por intervenções sem explicações claras e sem que fosse consultada sobre os procedimentos. A transferência para o Hospital Municipal de Brumado só teria sido autorizada posteriormente. Ao chegar na unidade, o parto aconteceu rapidamente, mas o bebê não resistiu. A criança sofreu asfixia grave ao nascer, de acordo com a família, que já busca responsabilização pela morte. A Prefeitura de Tanhaçu divulgou nota em que expressa solidariedade à mãe e afirma que todas as solicitações de transferência foram feitas seguindo os protocolos estaduais. A gestão informa que os primeiros pedidos foram recusados por falta de vaga e que o encaminhamento foi realizado assim que houve liberação. O caso será investigado após a família acionar medidas legais para apuração das circunstâncias do atendimento.
Brasília foi palco, nesta segunda-feira (24), da abertura da 1ª Marcha Nacional dos Deputados Estaduais em Defesa dos Parlamentos, iniciativa da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE) que mobiliza parlamentares de todas as regiões do país em torno da defesa das prerrogativas legislativas e do fortalecimento do federalismo. O evento marca o início de uma programação que segue até esta terça-feira. O primeiro dia da Marcha foi dedicado ao Encontro Nacional de Legisladoras, realizado na sede da Confederação Nacional dos Municípios. Além dos debates sobre a ampliação da presença feminina na política, o encontro marcou o lançamento do Fórum Nacional de Mulheres Legisladoras, que passa a ser um espaço permanente de articulação, formação e fortalecimento de lideranças femininas no Brasil. Ao comentar esse momento, a presidente Ivana Bastos destacou: “hoje avançamos mais um passo na nossa luta. O Fórum nasce como um instrumento de união e fortalecimento da presença feminina na política. E a Carta das Mulheres Parlamentares expressa com clareza o que defendemos: respeito, proteção, oportunidade e voz. É um compromisso coletivo pelo Brasil que queremos construir.” Durante o encontro, Ivana Bastos realizou a leitura oficial da Carta das Mulheres Parlamentares do Brasil, documento que consolida diretrizes para o fortalecimento da participação feminina nos espaços de poder. De forma objetiva, a Carta defende a paridade nas eleições, a criação de programas de formação para lideranças femininas, mecanismos de enfrentamento à violência política de gênero, mais mulheres em cargos de direção partidária e na liderança dos parlamentos, além da promoção de ambientes seguros e da articulação nacional entre legisladoras para ampliar a presença feminina na política. A comitiva baiana presente no evento contou com a deputada Fabíola Mansur, secretária da Bahia na UNALE e integrante da mesa de abertura; a vice-presidente da ALBA, deputada Fátima Nunes; a deputada Olívia Santana; e os deputados Marquinhos Viana e Samuel Junior, que prestigiaram o lançamento do Fórum e a leitura da Carta. A agenda segue nesta terça-feira (25), com a abertura da Conferência Nacional dos Deputados Estaduais, palestra magna sobre os impactos da Reforma Administrativa nos Legislativos, o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa dos Paramentos Estaduais e a caminhada na Esplanada dos Ministérios, que culminará com a entrega da Carta das Assembleias Legislativas em Defesa do Federalismo aos líderes da Câmara dos Deputados.
A primeira parcela do 13º salário, ou o valor integral para quem opta pela parcela única, será depositada na próxima sexta-feira (28). A antecipação ocorre porque o prazo legal, previsto para 30 de novembro, coincide com o domingo, o que obriga os empregadores a realizarem o pagamento antes do encerramento da semana. Pela legislação, a primeira parcela deve ser quitada até o final de novembro, enquanto a segunda parte precisa ser paga até o dia 20 de dezembro. Na segunda etapa, serão aplicados os descontos obrigatórios referentes ao INSS e ao Imposto de Renda, quando houver incidência.
Um incêndio atingiu uma barraca da feira do Alto Maron, em Vitória da Conquista, na tarde deste sábado (22). A ocorrência foi registrada por volta das 14h55, quando uma equipe do 7º Batalhão de Bombeiros Militar foi acionada para conter as chamas. Ao chegarem ao local, os bombeiros identificaram que o fogo se concentrava em uma loja que comercializa materiais eletrônicos dentro da feira. A guarnição iniciou imediatamente o combate, conseguindo controlar o incêndio rapidamente e impedir que ele se espalhasse para outras estruturas próximas. Após a extinção das chamas, foi realizado o trabalho de rescaldo. Três pessoas ficaram feridas e foram atendidas por equipes do Samu 192. Uma das vítimas sofreu queimaduras no corpo e no rosto; outra apresentou dificuldade para respirar devido à inalação de fumaça; e a terceira teve queimadura de segundo grau em uma das pernas, além de também ter inalado fumaça. A Polícia Militar acompanhou a ocorrência e a equipe do Corpo de Bombeiros permaneceu no local até a chegada de representantes da empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica. As causas do incêndio ainda não foram definidas.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniram na noite deste sábado (22) para uma vigília em Brasília, horas após a prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal. O grupo se concentrou na região do balão do Jardim Botânico, nas proximidades do condomínio onde Bolsonaro reside. Durante o ato, um pastor conduziu orações em favor do ex-presidente. Para representar Bolsonaro, os participantes utilizaram um boneco de papelão em tamanho real com a imagem dele. A mobilização contou com a presença dos filhos do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro e o vereador Carlos Bolsonaro. Também participaram a deputada federal Bia Kicis e o desembargador aposentado Sebastião Coelho. A vigília provocou forte comoção entre os presentes, que abraçaram Flávio Bolsonaro e manifestaram apoio ao ex-chefe do Executivo. Bolsonaro foi preso no início da manhã, no Condomínio Solar de Brasília, e levado para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. O ato foi convocado por Flávio Bolsonaro pelas redes sociais ao longo do dia. A mobilização foi citada na decisão do ministro Alexandre de Moraes, que afirmou que a concentração poderia comprometer a segurança dos agentes e facilitar uma eventual fuga, argumento utilizado pela Polícia Federal ao solicitar a prisão preventiva.
As investigações que apuram o desvio de mais de R$ 12 milhões da saúde pública na Bahia e no Piauí revelam que os envolvidos tiveram acesso antecipado às informações da primeira fase da operação policial. O detalhe consta no pedido de prisão apresentado à Justiça, que aponta que o grupo recebeu o alerta antes da deflagração da ação. A segunda fase da Operação USG, realizada na quarta-feira (19), resultou na prisão de nove pessoas em Formosa do Rio Preto, no oeste da Bahia, e em municípios do Piauí. Segundo a investigação, clínicas de fachada e contratos superfaturados eram utilizados para justificar pagamentos por serviços médicos que nunca ocorreram. O vazamento da primeira fase, em 2024, permitiu que uma das investigadas, Maria Raquel de Araújo Santos, escondesse o próprio celular na cama dos filhos, sob as cobertas, com o objetivo de evitar que as informações armazenadas fossem encontradas. Ela também teria ocultado um computador em outro imóvel. Maria Raquel é cunhada de João Rocha Mascarenhas, cirurgião-dentista que já comandou a Secretaria de Saúde de Formosa do Rio Preto. Cerca de 15 dias antes da operação, outro integrante do esquema teria feito buscas na internet sobre o departamento policial responsável pelo caso e sobre a delegada titular. O documento apresentado à Justiça destaca esses pontos como indícios da articulação e da influência exercidas pelo grupo na região. Entre os presos está o vereador Hildjane Leite Souza (PSD), de 50 anos, que também é enfermeiro e já ocupou duas vezes o cargo de secretário de saúde do município. O ex-secretário João Rocha Mascarenhas também foi detido. Ele assumiu a pasta em 2022, após a saída de Hildjane. As investigações apontam ainda que a esposa de João Rocha, Marina Araújo Santos Mascarenhas, integrava o esquema. Ela cumpre prisão domiciliar por ser mãe de crianças menores de 12 anos. A irmã dela, Maria Raquel, também está em prisão domiciliar pelo mesmo motivo. O médico Epifânio João da Cruz Neto, marido de Maria Raquel, é outro investigado e foi preso. Ele é apontado como um dos responsáveis por exames fraudulentos de ultrassonografia utilizados para justificar pagamentos indevidos. Outras quatro pessoas também foram detidas e são consideradas integrantes do esquema criminoso: Ferdnan Pinheiro Rodrigues – apontado como sócio oculto de empresa envolvida no desvio; Thaiana Raniere Souza da Cunha – identificada como sócia laranja de Ferdnan; Raimunda Eliane Soares – ex-secretária de Formosa do Rio Preto; Wagner Olímpio Rocha – médico. As prisões e apreensões reforçam o entendimento das autoridades de que a liberdade dos investigados pode comprometer o andamento do processo, devido à articulação prévia do grupo e ao risco de interferência na coleta de provas.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) voltou a criticar o governo estadual ao comentar a situação de obras paralisadas na Bahia. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele reagiu à resposta do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a interrupção das obras da Estrada da Sapucaia, em Cruz das Almas. Neto afirmou que Jerônimo deu “mais um migué” ao ser questionado por um repórter sobre a paralisação e acusou o governador de não dizer a verdade. “O golpe tá aí, cai quem quer. Vejam só mais essa lorota.. ou melhor, mais esse migué.. do governador Jerônimo Rodrigues, quando um repórter perguntou por que as obras da Estrada da Sapucaia, em Cruz das Almas, estão paralisadas”, disse. Segundo o ex-prefeito, o problema não se resume ao trecho de Cruz das Almas. Ele citou outras obras que estariam paradas, como a BA-120, entre Monte Santo e Queimadas; a delegacia e o Mercadão de Ibicoara, parados há mais de um ano; a BA-225, entre Gentio do Ouro e Mirorós; e a duplicação da rodovia entre Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. Neto ainda mencionou dados do Tribunal de Contas da União para reforçar a crítica. “Segundo o Tribunal de Contas da União, são mais de 900 obras paradas em todo o estado. Mais de R$ 1,5 bilhão que está na conta do governo, mas que não sai do papel.” Ele encerrou afirmando que a situação se tornou prática comum da atual gestão. “Aliás, obra parada virou padrão do governo Jerônimo na Bahia, que promete muito e não entrega nada. Só ladainha. Só cheiro mole.”