Uma reunião pública realizada na terça-feira (8), no município de Paramirim, no sudoeste da Bahia, marcou o início do cumprimento de uma decisão judicial que determina a adoção de medidas para reorganizar o uso da água na Bacia do Rio Paramirim. A iniciativa foi motivada por uma Ação Civil Pública do Ministério Público da Bahia (MPBA), que aponta a necessidade de garantir uma gestão mais adequada e sustentável dos recursos hídricos na região. De acordo com o MPBA, a decisão da Justiça obriga o Estado da Bahia e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) a adotarem uma série de medidas, entre elas o cadastramento e a fiscalização dos usuários de água, além da suspensão de captações consideradas irregulares. A determinação também prevê o incentivo à adoção de métodos de irrigação mais eficientes, com o objetivo de reduzir o desperdício e melhorar o aproveitamento dos recursos hídricos. Um dos principais problemas apontados é o uso predominante da irrigação por inundação, técnica que apresenta alto consumo de água e baixo rendimento, especialmente no Vale do Paramirim. O Ministério Público defende ainda a elaboração de um diagnóstico técnico detalhado sobre a oferta e a demanda de água na bacia, com foco na segurança hídrica, no uso racional e na sustentabilidade ambiental. A reunião contou com a participação de representantes do Comitê da Bacia do Rio Paramirim, do Inema, além de prefeitos, vereadores e membros da sociedade civil. Durante o encontro, foi destacada a importância do diálogo entre os diferentes setores para enfrentar os conflitos relacionados ao uso da água e buscar soluções conjuntas para a região.
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