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O Comando-Geral da Polícia Militar da Bahia decidiu ampliar para todas as unidades do estado o processo de identificação de policiais ativos que estejam filiados a partidos políticos. A medida ocorre após recomendação do Ministério Público estadual, que alertou para irregularidades detectadas inicialmente no oeste baiano. Segundo o MP, dados encaminhados pelo Tribunal Regional Eleitoral indicaram a existência de 84 policiais militares com registro partidário na região, situação considerada incompatível com a Constituição e com as normas internas da corporação. O órgão destacou que o vínculo político fere princípios como hierarquia, disciplina e neutralidade funcional, pilares da atuação policial. A recomendação, enviada no dia 6, determinou que os comandos regionais notifiquem os militares envolvidos. Eles terão 15 dias para efetuar a desfiliação, sob risco de abertura de processo administrativo disciplinar. O MP também orientou que as unidades façam consultas periódicas à Justiça Eleitoral e enviem um relatório, em até 45 dias, detalhando as providências adotadas. Com a orientação, o Comando-Geral estabeleceu que todas as unidades da PM realizem levantamentos internos para identificar eventuais casos semelhantes em outras regiões do estado. A corporação também definiu que, a cada período eleitoral, os comandos deverão monitorar a participação de policiais em campanhas e candidaturas. Militares eleitos terão de regularizar a situação funcional ao fim do mandato, enquanto aqueles que não forem eleitos devem retornar imediatamente às atividades sem qualquer vínculo partidário.
Uma cirurgiã-dentista foi indiciada pela Polícia Civil por provocar deformidade permanente em uma paciente em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. O caso, registrado em abril deste ano, tornou-se o oitavo envolvendo a profissional, que já responde a outros inquéritos por procedimentos estéticos considerados irregulares. De acordo com a 1ª Delegacia Territorial, um laudo pericial confirmou cicatrizes em diferentes pontos das orelhas e na região da papada, com cortes entre 3 e 5,5 centímetros, além de uma marca de 4,5 centímetros abaixo do queixo. Os peritos concluíram que as lesões decorreram do procedimento estético realizado pela profissional. A Polícia Civil informou que a dentista já havia sido indiciada por condutas semelhantes envolvendo outras sete mulheres. A Resolução nº 230/2020 do Conselho Federal de Odontologia proíbe a realização de intervenções invasivas típicas da área médica, o que inclui os procedimentos investigados. O Ministério Público da Bahia já ofereceu denúncia referente a seis das vítimas. Com o novo caso, a dentista volta a ser alvo de investigação por lesão corporal grave e exercício ilegal da medicina. As apurações seguem em andamento para definição de novas medidas judiciais.
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