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O senador Jaques Wagner (PT) comentou a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, após votação no Senado. Em entrevista, ele negou ter cometido erro na contagem de votos e classificou como injusto o tratamento dado ao indicado durante o processo. Segundo Wagner, o momento ainda é recente e foi marcado por desgaste emocional. O senador afirmou que Messias possui qualificação para o cargo e não deveria ter sido alvo de críticas durante a sabatina. De acordo com o parlamentar, antes da votação, a expectativa era de aprovação do nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que trabalhava com uma projeção de pelo menos 41 a 42 votos favoráveis, mas que o cenário mudou devido a articulações nos bastidores. Wagner destacou a dificuldade de prever resultados em votações secretas e afirmou que houve movimentações contrárias que não foram percebidas a tempo. Para ele, parte dos senadores utilizou a sabatina para fazer uma disputa política, em vez de avaliar critérios como conhecimento jurídico e reputação. O senador também negou ter atuado contra a indicação e afirmou que trabalhou pela aprovação de Messias. Segundo ele, críticas recebidas estariam relacionadas a uma disputa em torno do nome de Rodrigo Pacheco como alternativa para a vaga no STF. Por fim, Wagner afirmou que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ficou desgastada durante o processo. Ele ressaltou que, como líder do governo, mantém diálogo com diferentes parlamentares para viabilizar votações, mas reiterou que a escolha do indicado ao STF é prerrogativa do presidente da República.
A um dia da eleição que definirá o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), a disputa pela vaga tem intensificado articulações políticas na Câmara dos Deputados. A oposição tenta unificar os nomes lançados por partidos de direita para enfrentar o deputado Odair Cunha (PT-MG), que conta com o apoio do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Nos bastidores, Motta atua para consolidar votos em favor de Odair e evitar dissidências, em cumprimento a um acordo firmado com o PT em 2024. Segundo relatos de parlamentares, o presidente da Câmara tem feito contatos diretos com deputados para reforçar o apoio ao candidato. Do outro lado, lideranças da oposição buscam reduzir o número de candidaturas e concentrar votos em um único nome. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o influenciador Pablo Marçal, recém-filiado ao União Brasil, participaram das articulações para convencer candidatos com menor competitividade a desistirem da disputa. A eleição está marcada para esta terça-feira (14), após a sabatina dos sete candidatos realizada na Comissão de Finanças e Tributação. Além de Odair Cunha, concorrem à vaga Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Danilo Forte (PP-CE), Hugo Leal (PSD-RJ), Gilson Daniel (Podemos-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Todos tiveram os nomes aprovados por unanimidade na comissão. Durante a sabatina, os candidatos apresentaram posicionamentos sobre independência e atuação técnica no cargo. Odair Cunha afirmou que sua candidatura não pertence a grupos políticos e defendeu o caráter institucional do tribunal. Já outros concorrentes destacaram a necessidade de autonomia e criticaram acordos políticos na escolha para um cargo vitalício. A votação ocorre em turno único e por maioria simples, o que amplia a importância das articulações de última hora. A avaliação entre parlamentares é de que a divisão de votos entre candidatos da oposição pode favorecer o nome apoiado pelo governo. O Tribunal de Contas da União é composto por nove ministros, sendo seis indicados pelo Congresso Nacional e três pelo Poder Executivo. A Corte tem como função fiscalizar a aplicação de recursos públicos, analisar contas do governo federal e realizar auditorias nos órgãos da administração pública.
A deputada estadual Neusa Cadore (PT) assumiu, nesta quarta-feira (8), a liderança do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia. Ela substitui Marcelino Galo, que deixou o mandato após mudanças provocadas pelo prazo de desincompatibilização eleitoral. Neusa retorna ao Legislativo após deixar o comando da Secretaria de Políticas para as Mulheres, reforçando a reorganização política dentro da base governista. Além da nova liderança, o PT também definiu outras funções estratégicas. Osni Cardoso, que deixou a Secretaria de Desenvolvimento Rural, foi indicado para a vice-liderança do governo na Casa. Já Angelo Almeida, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, assumiu a vice-liderança do partido. Com o retorno dos titulares aos mandatos, parlamentares suplentes deixaram a Assembleia, entre eles Radiovaldo Costa (PT), Fabíola Mansur (PV) e o próprio Marcelino Galo. A movimentação também envolveu outros partidos. A volta de Jusmari Oliveira (PSD), após deixar a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, provocou o retorno de Marcone Amaral à suplência. As mudanças refletem o impacto direto do calendário eleitoral na composição da Assembleia e na reorganização das forças políticas no estado.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), declarou nesta segunda-feira (30), durante evento político realizado em Feira de Santana, que a chapa apresentada pela oposição reúne os melhores quadros da Bahia para tirar o governo das mãos do PT e mudar o destino do estado. Segundo ele, ACM Neto (União Brasil) fez a lição de casa, trazendo para perto um nome forte do interior, como Zé Cocá (PP), reatando com antigos aliados, como João Roma (PL), e atraindo quem estava do outro lado em 2022, como Ângelo Coronel (Republicanos). Bruno lembrou da história de ACM Neto, que em 2008 perdeu a sua primeira eleição para prefeito de Salvador, mas que em 2012 voltou ainda mais forte, fazendo o dever de casa e se elegendo. Essa trajetória, segundo ele, tornou Neto um gestor ainda melhor para a capital baiana. “Vai ser como aconteceu com você antes, Neto: você não venceu em 2022, mas agora em 2026 a Bahia te espera para você entrar para a história como o maior governador de todos os tempos desse estado”, disse. O prefeito de Salvador disse que há quatro anos os eleitos da Bahia foram enganados por um candidato que ninguém conhecia e que se escondeu atrás de um número. “Só tínhamos uma coisa a dizer sobre ele: que era inexperiente e despreparado. E isso se confirmou, está aí o que estamos sofrendo. Agora já se passaram quatro anos e todos conhecem ele e sabem que a Bahia só fez piorar, em todas as áreas, nesses 20 anos do PT”, afirmou. “Por isso, chegou a hora da mudança com segurança. O governador que está aí foi testado e reprovado. Neto, diferentemente dele, já foi testado e aprovado, e está pronto para governar a Bahia para os mais carentes, para o interior da Bahia, para levar progresso para os quatro cantos do nosso estado”, completou. Bruno disse que, desde 2024, ele e outros prefeitos eleitos e reeleitos pela oposição, como o anfitrião da noite, José Ronaldo (União Brasil), almejavam ter Zé Cocá como pré-candidato a vice-governador. “Porque ele é um quadro público qualificado, mostrou seu potencial à frente da prefeitura de Lafaiete Coutinho, foi deputado estadual, prefeito de Jequié e presidente da UPB. Portanto, é um representante legítimo e nato do interior da Bahia”, comentou. Ele também comentou que a escolha de João Roma como pré-candidato ao Senado mostra que a oposição está mais unida do que nunca, e que sempre desejou trazer Ângelo Coronel para o seu grupo. Segundo ele, a chegada do atual senador mostra que ele reconhece que a Bahia merece muito mais do que o atual governo estadual entrega.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou a manifestação organizada por políticos de direita neste domingo (1º), na Avenida Paulista, em São Paulo. Em publicação na rede social X, a ministra afirmou que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estariam utilizando o ato para atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na mensagem, Gleisi acusou bolsonaristas de disseminarem informações falsas e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao comentar o cenário político atual. A ministra também citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao se referir a críticas relacionadas à política externa e econômica. Durante a publicação, Gleisi afirmou que não teme o embate político e declarou que os adversários já teriam sido derrotados anteriormente nas urnas. Ela também mencionou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fazendo referência a supostos vínculos envolvendo o Banco Master. Segundo a ministra, haveria relação entre integrante do escritório político do senador e o proprietário da instituição financeira, Daniel Vorcaro. Na sequência, Gleisi Hoffmann declarou que a população brasileira não permitiria o retorno do ex-presidente ao comando do país e associou o período do governo anterior à condução da pandemia e à política econômica e social da época. A manifestação na Avenida Paulista reuniu apoiadores do ex-presidente e lideranças políticas ligadas à direita. O ato ocorre em meio ao cenário de articulações para as eleições presidenciais de 2026 e amplia o debate público entre representantes do governo federal e integrantes da oposição.
O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) assumiu, nesta quarta-feira (18), o comando do Governo do Estado da Bahia, durante a viagem internacional do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Jerônimo embarcou para compromissos oficiais na Índia e, posteriormente, na Coreia do Sul, onde participa de agenda institucional ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A transmissão temporária do cargo já havia sido confirmada pelo governador na semana anterior. A missão internacional tem como objetivo estabelecer parcerias voltadas à produção de medicamentos contra o câncer na Bahiafarma, indústria farmacêutica estadual. A proposta busca reduzir custos para o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliar a geração de empregos, atrair tecnologia e fortalecer a indústria local. Ao comentar a responsabilidade, Geraldo Júnior afirmou que assume a função com compromisso de manter a continuidade administrativa durante a ausência do titular do Executivo. A previsão é que Jerônimo permaneça fora do país por cerca de uma semana.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta segunda-feira (09) que o anúncio da chapa majoritária para as eleições deste ano pode ficar apenas para o mês de abril, declaração feita durante entrevista à imprensa no Palácio de Ondina, em Salvador; inicialmente previsto para dezembro, o anúncio já havia sido adiado para o fim de janeiro e, posteriormente, para março, e segundo o governador a nova projeção tem como objetivo evitar conflitos internos e garantir maior clareza no processo político, ao afirmar que não deseja integrantes do governo divididos entre funções administrativas e interesses eleitorais; Jerônimo destacou que o governo avalia a participação dos partidos aliados na composição da chapa majoritária e, paralelamente, trabalha para fortalecer as chapas proporcionais, com prioridade para ampliar a representação na Assembleia Legislativa da Bahia e na Câmara dos Deputados, além de preservar mandatos já existentes e abrir espaço para novas lideranças; de acordo com o governador, as negociações estão em fase avançada e a definição será anunciada assim que houver segurança política para todos os envolvidos, ressaltando que todas as possibilidades seguem em análise.
O vice-presidente nacional do União Brasil e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto, criticou o senador Jaques Wagner (PT) após o petista mencionar, em entrevista recente, uma suposta pesquisa eleitoral que colocaria o governador Jerônimo Rodrigues (PT) à frente na disputa estadual. As declarações motivaram uma ação do União Brasil contra Wagner por possível divulgação de pesquisa eleitoral falsa. Segundo ACM Neto, o senador teria citado números de um levantamento inexistente durante entrevista a uma rádio de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na última quarta-feira (21). O ex-prefeito de Salvador afirmou que o episódio demonstra reação de adversários e disse que o próprio presidente do instituto citado teria negado a realização da pesquisa. ACM Neto também comentou especulações sobre a possibilidade de Jerônimo Rodrigues não disputar a reeleição em (2026). Ele afirmou que as informações teriam sido publicadas em uma matéria nacional e que integrantes do próprio grupo político do governador teriam comentado o cenário. O pré-candidato declarou que espera enfrentar Jerônimo Rodrigues na disputa. O ex-prefeito avaliou que o debate interno do PT sobre a sucessão estadual não é responsabilidade da oposição e afirmou que pretende concentrar a campanha na avaliação da atual gestão estadual. Segundo ele, parte do eleitorado que apoiou Jerônimo Rodrigues em (2022) estaria insatisfeita com o desempenho do governo.
O senador Otto Alencar (PSD) afirmou, nesta quinta-feira (8), que o Partido Social Democrático seguirá integrado ao projeto político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, independentemente da composição final da chapa majoritária. A declaração foi dada durante entrevista, na qual o parlamentar reiterou o compromisso da legenda com a atual gestão estadual. Segundo Otto, a única indicação formal do PSD é o nome do senador Angelo Coronel (PSD), mas o apoio ao governo não está condicionado à presença do correligionário na chapa. De acordo com o senador, caso Angelo Coronel não seja escolhido para compor a chapa majoritária, o partido permanecerá na base aliada sem apresentar outro nome. Otto afirmou que a postura do PSD não se trata de pressão ou barganha política. Durante a entrevista, o senador também comentou declarações recentes de Angelo Coronel sobre não ter interesse em determinados cargos. Otto disse respeitar integralmente a posição do colega e destacou a relação de confiança, lealdade e amizade construída ao longo dos anos. O parlamentar afastou ainda qualquer possibilidade de aproximação do PSD com grupos de oposição ao governo baiano. Segundo ele, não há convergência política ou ideológica que justifique uma mudança de posicionamento da legenda no cenário estadual.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem previsão de retornar à Bahia no início de fevereiro, cerca de uma semana antes do início oficial do Carnaval. A agenda em discussão inclui uma passagem por Salvador por volta do dia 7, segundo informações apuradas nos bastidores políticos. A visita está associada às comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, previstas para ocorrer no Trapiche Barnabé, embora o local ainda não tenha confirmação oficial. O evento deve reunir lideranças nacionais e estaduais da sigla. Além do caráter partidário, a presença de Lula na capital baiana é interpretada como um movimento com reflexos no cenário político estadual. O presidente já sinalizou a intenção de disputar a reeleição e, durante a agenda, deve reforçar publicamente o apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que é pré-candidato a um novo mandato. Nos bastidores, também cresce a expectativa de que Lula utilize a visita para indicar apoio à possível candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao Senado Federal. Caso a articulação se confirme, o movimento pode fortalecer a formação de uma chapa majoritariamente petista na disputa estadual, que também pode contar com a participação do senador Jaques Wagner no processo eleitoral. Até o momento, a agenda oficial do presidente na Bahia ainda não foi confirmada publicamente.
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que o parlamentar tende a adotar uma postura mais pragmática e de maior diálogo com o governo federal a partir de (2026). A leitura nos bastidores é de que o cenário eleitoral do próximo ano deve influenciar diretamente o posicionamento político do deputado, especialmente em relação ao Palácio do Planalto. A expectativa é que Hugo Motta busque ampliar pontes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante dos interesses eleitorais na Paraíba. O deputado pretende disputar a reeleição para a Câmara e, paralelamente, atuar para fortalecer o projeto político do pai, Nabor Wanderley, que é cotado para a disputa ao Senado. No estado, Lula mantém bom desempenho eleitoral, fator considerado decisivo nas articulações. Hugo Motta e Nabor Wanderley integram o mesmo campo político do governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB). Impedido de concorrer novamente ao governo estadual em (2026), Azevêdo deve concentrar esforços na disputa ao Senado, cenário que tende a fortalecer alianças com o governo federal e ampliar a presença de Lula no estado. Interlocutores também destacam que sinais recentes emitidos pelo Planalto reforçam a leitura de uma aproximação gradual. A nomeação de Gustavo Feliciano, aliado político de Hugo Motta, para o comando do Ministério do Turismo é apontada como um gesto que amplia o diálogo institucional entre o Executivo e a presidência da Câmara.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quarta-feira (10) que o Estado só poderá investir em espaços ou políticas voltadas aos praticantes do chamado “grau” após a criação de um marco legal que autorize a atividade. Segundo ele, qualquer iniciativa pública depende de segurança jurídica para ser implementada. Jerônimo relatou que o assunto foi discutido durante uma reunião em Feira de Santana com lideranças políticas e representantes de grupos que defendem o grau como manifestação cultural e esportiva. O governador disse que o grupo reconheceu que a prática continuará acontecendo, o que reforça a necessidade de construir regras e ambientes adequados para evitar acidentes. Apesar da demanda apresentada pelos praticantes, o governador reforçou que o Executivo está impedido de destinar recursos enquanto a atividade permanecer sem regulamentação. Ele afirmou que aguarda a análise do Legislativo para que, com a aprovação das normas, seja possível realizar investimentos, citando que o governo já apoia outras modalidades esportivas, como futebol e basquete. A discussão ganhou força após o vereador de Alagoinhas, Gleyser Soares (PV), defender publicamente a regulamentação do grau. A proposta tem sido debatida em outras cidades, como Recife, onde o Projeto de Lei Ordinária nº 9/2023 reconhece o wheeling, nome oficial da modalidade, como prática esportiva. Atualmente, o grau é proibido em vias públicas. O Código de Trânsito Brasileiro caracteriza a manobra como infração gravíssima, prevista no artigo 244. Empinar moto resulta em multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e suspensão do direito de dirigir. Em casos que representem risco a terceiros, a prática pode ser enquadrada como crime de trânsito.