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O senador Otto Alencar (PSD) afirmou, nesta quinta-feira (8), que o Partido Social Democrático seguirá integrado ao projeto político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de 2026, independentemente da composição final da chapa majoritária. A declaração foi dada durante entrevista, na qual o parlamentar reiterou o compromisso da legenda com a atual gestão estadual. Segundo Otto, a única indicação formal do PSD é o nome do senador Angelo Coronel (PSD), mas o apoio ao governo não está condicionado à presença do correligionário na chapa. De acordo com o senador, caso Angelo Coronel não seja escolhido para compor a chapa majoritária, o partido permanecerá na base aliada sem apresentar outro nome. Otto afirmou que a postura do PSD não se trata de pressão ou barganha política. Durante a entrevista, o senador também comentou declarações recentes de Angelo Coronel sobre não ter interesse em determinados cargos. Otto disse respeitar integralmente a posição do colega e destacou a relação de confiança, lealdade e amizade construída ao longo dos anos. O parlamentar afastou ainda qualquer possibilidade de aproximação do PSD com grupos de oposição ao governo baiano. Segundo ele, não há convergência política ou ideológica que justifique uma mudança de posicionamento da legenda no cenário estadual.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem previsão de retornar à Bahia no início de fevereiro, cerca de uma semana antes do início oficial do Carnaval. A agenda em discussão inclui uma passagem por Salvador por volta do dia 7, segundo informações apuradas nos bastidores políticos. A visita está associada às comemorações dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores, previstas para ocorrer no Trapiche Barnabé, embora o local ainda não tenha confirmação oficial. O evento deve reunir lideranças nacionais e estaduais da sigla. Além do caráter partidário, a presença de Lula na capital baiana é interpretada como um movimento com reflexos no cenário político estadual. O presidente já sinalizou a intenção de disputar a reeleição e, durante a agenda, deve reforçar publicamente o apoio ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que é pré-candidato a um novo mandato. Nos bastidores, também cresce a expectativa de que Lula utilize a visita para indicar apoio à possível candidatura do ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao Senado Federal. Caso a articulação se confirme, o movimento pode fortalecer a formação de uma chapa majoritariamente petista na disputa estadual, que também pode contar com a participação do senador Jaques Wagner no processo eleitoral. Até o momento, a agenda oficial do presidente na Bahia ainda não foi confirmada publicamente.
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avaliam que o parlamentar tende a adotar uma postura mais pragmática e de maior diálogo com o governo federal a partir de (2026). A leitura nos bastidores é de que o cenário eleitoral do próximo ano deve influenciar diretamente o posicionamento político do deputado, especialmente em relação ao Palácio do Planalto. A expectativa é que Hugo Motta busque ampliar pontes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante dos interesses eleitorais na Paraíba. O deputado pretende disputar a reeleição para a Câmara e, paralelamente, atuar para fortalecer o projeto político do pai, Nabor Wanderley, que é cotado para a disputa ao Senado. No estado, Lula mantém bom desempenho eleitoral, fator considerado decisivo nas articulações. Hugo Motta e Nabor Wanderley integram o mesmo campo político do governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB). Impedido de concorrer novamente ao governo estadual em (2026), Azevêdo deve concentrar esforços na disputa ao Senado, cenário que tende a fortalecer alianças com o governo federal e ampliar a presença de Lula no estado. Interlocutores também destacam que sinais recentes emitidos pelo Planalto reforçam a leitura de uma aproximação gradual. A nomeação de Gustavo Feliciano, aliado político de Hugo Motta, para o comando do Ministério do Turismo é apontada como um gesto que amplia o diálogo institucional entre o Executivo e a presidência da Câmara.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quarta-feira (10) que o Estado só poderá investir em espaços ou políticas voltadas aos praticantes do chamado “grau” após a criação de um marco legal que autorize a atividade. Segundo ele, qualquer iniciativa pública depende de segurança jurídica para ser implementada. Jerônimo relatou que o assunto foi discutido durante uma reunião em Feira de Santana com lideranças políticas e representantes de grupos que defendem o grau como manifestação cultural e esportiva. O governador disse que o grupo reconheceu que a prática continuará acontecendo, o que reforça a necessidade de construir regras e ambientes adequados para evitar acidentes. Apesar da demanda apresentada pelos praticantes, o governador reforçou que o Executivo está impedido de destinar recursos enquanto a atividade permanecer sem regulamentação. Ele afirmou que aguarda a análise do Legislativo para que, com a aprovação das normas, seja possível realizar investimentos, citando que o governo já apoia outras modalidades esportivas, como futebol e basquete. A discussão ganhou força após o vereador de Alagoinhas, Gleyser Soares (PV), defender publicamente a regulamentação do grau. A proposta tem sido debatida em outras cidades, como Recife, onde o Projeto de Lei Ordinária nº 9/2023 reconhece o wheeling, nome oficial da modalidade, como prática esportiva. Atualmente, o grau é proibido em vias públicas. O Código de Trânsito Brasileiro caracteriza a manobra como infração gravíssima, prevista no artigo 244. Empinar moto resulta em multa de R$ 293,47, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação e suspensão do direito de dirigir. Em casos que representem risco a terceiros, a prática pode ser enquadrada como crime de trânsito.
O Partido dos Trabalhadores prepara uma celebração de três dias para marcar os 46 anos de fundação da sigla. O evento está programado para ocorrer entre 5 e 7 de fevereiro, em Salvador, e contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com lideranças do partido, a programação deve funcionar também como um momento de projeção política, sendo tratada internamente como possível ato de largada para a pré-campanha de Lula à reeleição. O encontro reunirá ministros e integrantes do governo, que participarão com palestras e debates. Entre os nomes previstos está Sidônio Palmeira, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência. A última visita de Lula à Bahia ocorreu em outubro deste ano. Na ocasião, o presidente participou da cerimônia de inauguração da fábrica da BYD em Camaçari e também anunciou investimentos industriais durante agenda oficial em Maragogipe. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (8) pelo Metrópoles.
O ex-ministro Geddel Vieira Lima, liderança do MDB na Bahia e padrinho político do vice-governador Geraldo Júnior, afirmou na sexta-feira (5) que não há tensão interna no partido sobre a composição da chapa majoritária que deverá ser liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa pela reeleição em 2026. Nos bastidores, circulam comentários de que a vaga do vice-governador poderia ser alvo de rearranjos políticos para atrair novos aliados ao grupo governista. Geddel, porém, rejeitou qualquer possibilidade de mudança. Ele afirmou que o MDB não abrirá mão da posição e avaliou que a aliança vitoriosa em 2022 deve ser mantida para o próximo pleito. O ex-ministro destacou a participação do partido na campanha anterior e a atuação de Geraldo Júnior como vice, classificando ambos como leais à gestão. Para ele, esses fatores sustentam a permanência do MDB na chapa que buscará a reeleição do governador. A sinalização ocorre em meio às movimentações políticas que antecedem a formação das coligações para 2026 e reforça o alinhamento entre MDB e PT na Bahia.
O Diretório do Partido dos Trabalhadores de Livramento de Nossa Senhora se reuniu na manhã de quarta-feira, 27 de novembro, com o deputado estadual Zé Raimundo para discutir prioridades relacionadas ao desenvolvimento do município. O encontro abordou temas considerados essenciais para a região, com foco nas áreas de saúde, educação, cultura e no fortalecimento dos movimentos sociais. Durante a reunião, os representantes reforçaram a importância de articular políticas públicas que atendam às demandas da população e ampliem a presença da sociedade nas decisões que impactam o território. O diálogo também marcou a continuidade do alinhamento entre lideranças locais e parlamentares comprometidos com a defesa de pautas sociais. O PT de Livramento afirmou que seguirá promovendo encontros e mantendo interlocução com agentes públicos e movimentos organizados, com o objetivo de fortalecer ações voltadas ao desenvolvimento democrático e ao bem-estar da comunidade.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, negou na quinta-feira (27) que o senador Otto Alencar tenha decidido se lançar candidato ao governo do estado em 2026. A declaração foi feita durante entrevista coletiva, após a circulação de informações ao longo da semana indicando uma possível mudança na relação entre PT e PSD. Os rumores surgiram depois de reuniões internas do PSD em Brasília, nas quais Otto teria mostrado insatisfação caso a sigla não mantivesse a vaga ao Senado para a tentativa de reeleição de Ângelo Coronel. Segundo Jerônimo, porém, o senador não manifestou qualquer intenção de romper com o grupo político nem apresentou pretensão de concorrer ao Executivo estadual. O governador afirmou que recebeu as notícias com estranhamento e reafirmou confiança total no aliado, destacando que o episódio não altera o alinhamento entre ambos. Ele afirmou ainda que Otto continua sendo uma figura central na articulação política do governo e afastou a possibilidade de divisão dentro da base. Jerônimo também lembrou que o nome de Otto chegou a ser cogitado para concorrer ao governo em 2022, mas o senador recusou a proposta à época por não ter interesse na disputa. O governador reiterou que a construção para as eleições de 2026 seguirá conjunta e que as discussões sobre a composição da chapa majoritária não representam risco de ruptura.
O senador Otto Alencar sinalizou, pela primeira vez, que pode disputar o governo da Bahia em 2026 caso o PT não garanta espaço para Ângelo Coronel tentar a reeleição ao Senado. A declaração foi feita durante reunião com a bancada baiana do PSD na Câmara dos Deputados, realizada na segunda-feira (24). No encontro, Otto afirmou que Coronel é o nome do PSD para renovar o mandato e que a sigla não aceita ser retirada da chapa majoritária por causa da intenção do PT de lançar dois candidatos ao Senado na eleição de 2026. Segundo o senador, a exclusão de Coronel abriria a possibilidade de o PSD rever sua posição na aliança estadual. Otto também comentou que não seguiria Coronel caso o colega optasse por migrar para o grupo de ACM Neto, do União Brasil, em busca de espaço para concorrer ao Senado. O PSD, porém, defende que o acordo firmado no ciclo eleitoral anterior seja mantido e que a vaga ao Senado permaneça com o partido. O cenário adiciona tensão às articulações para a sucessão do governador Jerônimo Rodrigues, que tenta manter a base unida enquanto partidos aliados disputam espaço na chapa majoritária.
O deputado estadual Vitor Bonfim, atualmente filiado ao PV, se encontrou nesta terça-feira (25) em Brasília com o prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos. A agenda ocorre em meio às articulações do parlamentar para definir o partido pelo qual pretende concorrer à Câmara dos Deputados em 2026. A movimentação envolve conversas com siglas que compõem a base do governo baiano. Bonfim já dialogou com o PT, recebeu sinalização do Podemos e mantém tratativas para identificar o melhor cenário eleitoral. Com o novo encontro, o PSB passa a integrar o grupo de possibilidades em avaliação. Aliados afirmam que o deputado tem adotado postura cautelosa antes de decidir o destino partidário. O objetivo é consolidar apoios entre prefeitos e lideranças regionais para alcançar uma votação capaz de garantir vaga na Câmara, onde interlocutores apontam a necessidade de atingir aproximadamente 100 mil votos para assegurar a eleição. Além de Bonfim, João Campos também tem mantido conversas com parlamentares que buscam nova filiação após a federação formada entre Progressistas e União Brasil. Entre eles está o deputado Niltinho, que se reuniu com o dirigente nacional do PSB em setembro.
O deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), disse que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) está “empurrando o Estado para um endividamento sem precedentes” ao solicitar o 22º pedido de empréstimo nesta terça-feira (25), no valor de R$ 650 milhões. Em menos de três anos do governo Jerônimo, o montante de dívida da Bahia se aproxima de R$ 26 bilhões. Para Correia, o governador recorre aos empréstimos depois de ter feito promessas de obras sem que tivesse lastro financeiro para cumprir os compromissos. “Jerônimo prometeu obras no fiado para tentar cooptar prefeitos, selou compromissos sem ter recursos e agora, sem dinheiro em caixa, ele parte para o vale-tudo dos empréstimos para salvar uma operação que é essencialmente eleitoral”, destacou. O líder da oposição pontuou ainda que os trâmites dos empréstimos costumam ser demorados e que boa parte dessas promessas não deverá sair do papel. “Ou seja, as promessas vão ficar no vazio”, acentuou. O líder da oposição lembrou ainda que o Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) já havia alertado para o volume expressivo de obras paralisadas na Bahia em uma auditoria enviada no final do ano passado às comissões de Finanças e de Infraestrutura da Assembleia Legislativa.
O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) voltou a criticar o governo estadual ao comentar a situação de obras paralisadas na Bahia. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele reagiu à resposta do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a interrupção das obras da Estrada da Sapucaia, em Cruz das Almas. Neto afirmou que Jerônimo deu “mais um migué” ao ser questionado por um repórter sobre a paralisação e acusou o governador de não dizer a verdade. “O golpe tá aí, cai quem quer. Vejam só mais essa lorota.. ou melhor, mais esse migué.. do governador Jerônimo Rodrigues, quando um repórter perguntou por que as obras da Estrada da Sapucaia, em Cruz das Almas, estão paralisadas”, disse. Segundo o ex-prefeito, o problema não se resume ao trecho de Cruz das Almas. Ele citou outras obras que estariam paradas, como a BA-120, entre Monte Santo e Queimadas; a delegacia e o Mercadão de Ibicoara, parados há mais de um ano; a BA-225, entre Gentio do Ouro e Mirorós; e a duplicação da rodovia entre Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos. Neto ainda mencionou dados do Tribunal de Contas da União para reforçar a crítica. “Segundo o Tribunal de Contas da União, são mais de 900 obras paradas em todo o estado. Mais de R$ 1,5 bilhão que está na conta do governo, mas que não sai do papel.” Ele encerrou afirmando que a situação se tornou prática comum da atual gestão. “Aliás, obra parada virou padrão do governo Jerônimo na Bahia, que promete muito e não entrega nada. Só ladainha. Só cheiro mole.”