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A Polícia Federal informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia que não identificou indícios mínimos da prática de crime eleitoral por parte do prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. O posicionamento foi formalizado após análise de um expediente que apurava suposta prática de falsidade ideológica eleitoral, conhecida como “caixa dois”, além de possíveis crimes licitatórios relacionados à gestão municipal. De acordo com despacho assinado pelo delegado Victor Emmanuel Brito Menezes, a análise dos documentos reunidos na Notícia de Fato não encontrou elementos objetivos capazes de justificar a instauração de inquérito policial na esfera federal. Entre os pontos destacados pela autoridade policial está a ausência de provas objetivas nas denúncias apresentadas. Segundo a PF, os relatos não continham informações detalhadas, como datas, locais específicos ou testemunhas que sustentassem os fatos narrados. A Polícia Federal também informou que, ao contrário do que foi alegado nas denúncias anônimas, despesas relacionadas à estrutura de palco, sonorização e iluminação constam oficialmente na prestação de contas do então candidato. As contas, conforme o relatório, foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. Outro aspecto apontado pela PF foi a inexistência de vínculo com recursos federais nas supostas irregularidades envolvendo licitações municipais. Segundo a corporação, os contratos mencionados teriam sido custeados com verbas municipais e estaduais, sem participação de recursos da União, o que afastaria a competência investigativa da Polícia Federal e da Justiça Federal. A investigação teve início após solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral para apuração de denúncias que apontavam possível financiamento oculto de campanha por empresas ligadas a Wilde José Cardoso Tanajura, em troca de futuros contratos públicos. Embora o TRE-BA tenha autorizado inicialmente a abertura das investigações em março de 2026, por considerar que havia elementos plausíveis para apuração preliminar, a Polícia Federal concluiu posteriormente que não foi identificada “linha investigativa capaz de apontar” inserção de informações falsas para fins eleitorais. (Veja o documento).
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) após pedido da Polícia Federal, com base em solicitação do Ministério da Justiça. O caso teve origem em uma publicação feita pelo parlamentar em janeiro deste ano nas redes sociais. Segundo a Polícia Federal, o conteúdo divulgado associava Lula a crimes e ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A avaliação dos investigadores é de que a postagem foi realizada em ambiente público, com grande alcance, e teria imputado fatos criminosos ao chefe do Executivo. Na decisão, Moraes determinou o envio do caso à Polícia Federal para a realização das diligências iniciais. O prazo estabelecido para a apuração é de 60 dias, período em que deverão ser reunidos elementos para verificar se houve crime contra a honra do presidente. O inquérito busca esclarecer as circunstâncias da publicação e avaliar a eventual responsabilização do senador conforme a legislação penal vigente.
O influenciador Raphael Sousa Oliveira foi preso na manhã desta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 1,6 bilhão. Raphael é conhecido por administrar a página Choquei, uma das mais populares nas redes sociais. A ação também resultou na prisão dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias, que também figura entre os investigados. De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizava uma estrutura organizada para ocultar a origem de recursos ilícitos. O esquema envolveria o uso de empresas de fachada, terceiros e operações com criptoativos, além de movimentações financeiras realizadas no Brasil e no exterior. As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal de Santos e estão sendo cumpridas em diversos estados do país. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de bens e a imposição de restrições a empresas ligadas aos investigados. A operação faz parte de um conjunto de ações voltadas ao combate a crimes financeiros e à atuação de organizações criminosas com ramificação nacional. As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narcofluxo, que mira uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e transações ilegais em diversos estados do país. Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, foi detido durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Já Marlon Brandon Coelho Couto Silva, de 27 anos, conhecido como MC Poze do Rodo, foi preso em sua residência, localizada em um condomínio no bairro Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro. A defesa de MC Ryan SP não foi localizada. No caso de MC Poze do Rodo, os advogados informaram que ainda não tiveram acesso ao teor do mandado de prisão e que irão se manifestar após análise dos autos. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava um sistema estruturado para ocultar e dissimular valores ilícitos. As investigações apontam o uso de operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos para movimentar os recursos. Cerca de 200 policiais federais participam da ação, que cumpre 90 mandados judiciais, entre prisões temporárias e buscas e apreensões, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. As diligências ocorrem em endereços nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Durante a operação, também foi determinado o sequestro de bens. Foram apreendidos veículos, quantias em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos. Os agentes ainda encontraram armas e objetos ligados ao universo do crime organizado. As investigações continuam, e os envolvidos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Uma força-tarefa nacional já fiscalizou 5.358 postos de combustíveis em todo o país desde o início de março, em uma ação coordenada para conter aumentos considerados abusivos após a escalada do conflito no Oriente Médio. As operações também alcançaram 322 distribuidoras. A mobilização reúne órgãos como a Secretaria Nacional do Consumidor, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Procons estaduais e municipais. Até o momento, já foram registradas mais de 3,5 mil notificações com base no Código de Defesa do Consumidor. Após análise, as irregularidades podem resultar em multas que chegam a R$ 14 milhões para os responsáveis. Paralelamente, a ANP emitiu autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras por descumprimento de normas. Entre os casos mais graves, 16 autuações atingem distribuidoras — inclusive algumas das maiores do país — com indícios de formação de preços abusivos. Nessas situações, as penalidades podem alcançar até R$ 500 milhões. As ações de fiscalização fazem parte de um pacote de medidas adotadas pelo Governo Federal do Brasil para tentar conter os impactos da alta internacional do petróleo. Entre as iniciativas, está o decreto que zerou os impostos federais PIS e Cofins sobre o diesel, reduzindo em R$ 0,32 o valor por litro. Além disso, uma medida provisória instituiu subsídio no mesmo valor para refinarias e importadores, ao mesmo tempo em que ampliou os poderes de fiscalização da ANP sobre práticas abusivas no mercado. O objetivo, segundo o governo, é proteger o consumidor final e evitar distorções nos preços em um cenário de instabilidade global.
Um homem de 46 anos, foragido da Justiça de São Paulo por extorsão, foi preso com 180 porções de cocaína dentro de um ônibus na manhã de sábado (14), em Guanambi, no Sertão Produtivo da Bahia. A prisão ocorreu por volta das 9h na garagem da Viação Novo Horizonte, no bairro São Francisco. A guarnição foi acionada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Bahia (FICCO/BA) e pelo Grupo de Combate à Criminalidade/Departamento de Polícia Federal (GCAP/DPF), que haviam identificado o suspeito em deslocamento num ônibus com origem em São Paulo. Ao abordar o homem ainda dentro do veículo, os policiais encontraram 142 pinos e 38 papelotes de substância análoga à cocaína, além de um aparelho celular e R$ 450 em espécie. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia junto com o material apreendido para as providências legais cabíveis.
A Polícia Federal informou que trata com cautela as mensagens atribuídas a conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, até o momento não foram identificados indícios de conduta irregular do magistrado que justifiquem a abertura de investigação sobre a relação entre os dois. Durante a análise do celular de Vorcaro, investigadores localizaram registros de ligações e trocas de mensagens com Moraes, inclusive no dia em que o ex-banqueiro foi preso. A existência dos diálogos foi revelada inicialmente pelo jornal O Globo. Os horários das conversas coincidem com anotações encontradas em um bloco de notas no aparelho de Vorcaro. Nas imagens, há textos que indicariam tratativas relacionadas a um processo para evitar a liquidação do Banco Master. Esse material integra um documento encaminhado pela Polícia Federal à CPI do INSS. Segundo a apuração, as mensagens teriam sido enviadas por meio de visualização única. O ex-banqueiro escrevia o conteúdo em um bloco de notas e, em seguida, encaminhava o texto como imagem por aplicativo de mensagens, que desaparecia após ser visualizada. Em um dos registros citados pela reportagem de O Globo, datado do dia (17), Vorcaro relata negociações para tentar viabilizar soluções financeiras que evitassem a liquidação do banco, mencionando tratativas com a financeira Fictor. O ministro Alexandre de Moraes afirmou, em nota, que não recebeu as mensagens e que elas teriam sido enviadas a outra pessoa. Investigadores também apontam que não é possível recuperar, no aparelho analisado, as imagens que teriam sido enviadas por aplicativo de mensagens. Segundo a Polícia Federal, até o momento não há menção ao ministro em relatórios da investigação nem elementos que indiquem necessidade de apuração sobre sua conduta. O cenário é diferente do caso envolvendo o ministro Dias Toffoli. Em fevereiro, a Polícia Federal encaminhou ao ministro Edson Fachin um documento com informações sobre relações entre Toffoli e o Banco Master que, segundo a corporação, levantariam suspeitas de eventuais irregularidades financeiras. Toffoli não é investigado pela Polícia Federal, embora as apurações relacionadas ao Banco Master envolvam fundos que foram sócios do resort Resort Tayayá, empreendimento do qual o ministro e seus irmãos também participaram como sócios.
O banqueiro e empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A prisão ocorreu no âmbito de uma nova etapa da investigação conduzida pela Polícia Federal, denominada Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição. No momento da detenção, Vorcaro estava em São Paulo. Além da prisão preventiva, o ministro determinou o sequestro e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 22 bilhões. A medida tem como objetivo interromper transações financeiras do grupo investigado e preservar valores que podem estar relacionados às irregularidades apuradas. A Operação Compliance Zero chegou à terceira fase e investiga um suposto esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito considerados falsos ligados ao Banco Master. Segundo as autoridades, as apurações buscam identificar a extensão das operações e possíveis beneficiários do sistema investigado. Após a prisão, o empresário foi encaminhado para a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em andamento.
A Receita Federal do Brasil identificou indícios de acessos irregulares a seus sistemas por parte de um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cedido ao órgão. Segundo as apurações, dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares teriam sido visualizados e posteriormente repassados de forma indevida. A investigação deu origem a uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (17), que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram autorizadas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, além de medidas cautelares como recolhimento domiciliar noturno e afastamento imediato de funções públicas. De acordo com nota do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, os investigados são Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serpro no Rio de Janeiro, além de Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. As investigações preliminares apontaram “múltiplos acessos ilícitos” aos sistemas da Receita, seguidos de vazamento de informações protegidas por sigilo fiscal. O rastreamento permitiu identificar quais dados foram consultados, por quanto tempo permaneceram acessados e se houve download ou impressão de documentos. Segundo os investigadores, um sistema automatizado foi utilizado para mapear acessos envolvendo mais de 100 pessoas, entre ministros da Corte e familiares. Parte do relatório já foi encaminhada ao ministro relator, que havia solicitado auditoria abrangendo os últimos três anos. Entre os registros identificados está o acesso à declaração da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Reportagem do jornal O Globo apontou que o Banco Master contratou o escritório da advogada por R$ 3,6 milhões mensais em 2024. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central do Brasil no ano passado. Em nota, a Receita informou que já conduzia investigação interna em parceria com a Polícia Federal e que, desde 2023, ampliou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais. O órgão destacou que concluiu sete processos disciplinares no período, com três demissões, e mantém outros dez em andamento. As defesas dos investigados não foram localizadas até a última atualização.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Frigg, com o objetivo de combater crimes relacionados à aquisição, posse e armazenamento de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes no oeste da Bahia. Durante a ação, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão domiciliar e uma ordem judicial de afastamento do sigilo de dados telemáticos no município de Luís Eduardo Magalhães. As medidas foram expedidas pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras. As investigações tiveram início a partir de informações repassadas por organismos internacionais de proteção à infância, que identificaram o envio e o armazenamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil em plataformas digitais e serviços de nuvem. Com o avanço das diligências, a Polícia Federal reuniu indícios de autoria e materialidade, o que resultou na solicitação das medidas judiciais cumpridas nesta fase da operação. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que passarão por perícia técnica especializada, com rigor na preservação da cadeia de custódia das provas digitais. Os fatos apurados, em tese, se enquadram nos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. A Polícia Federal informou que mantém atuação permanente no enfrentamento à exploração sexual infantojuvenil, especialmente no ambiente digital. As investigações seguem em andamento e tramitam sob segredo de justiça.
Um passageiro foi retirado de um avião da Gol Linhas Aéreas que seguia para Vitória da Conquista após quebrar a janela da saída de emergência da aeronave. O caso ocorreu na segunda-feira (19), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, pouco antes da decolagem. Segundo relatos de passageiros, o homem apresentava sinais de embriaguez, informação que não foi confirmada oficialmente pela companhia aérea. Diante da situação, a Polícia Federal foi acionada e realizou a retirada do suspeito da aeronave. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade do passageiro nem sobre o que motivou o dano à saída de emergência. Por questões de segurança, todos os passageiros receberam ordem de desembarque imediato. Após o ocorrido, os viajantes foram transferidos para outra aeronave da Gol e chegaram a Vitória da Conquista com cerca de duas horas de atraso. Em nota, a companhia informou que todas as ações adotadas pela tripulação seguiram rigorosamente os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro solicitou uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pedir a concessão de prisão domiciliar. A informação foi divulgada pelo blog da jornalista Andréia Sadi. Segundo a publicação, Michelle relatou ao magistrado viver um drama pessoal diante das condições de saúde do marido. Jair Bolsonaro está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O pedido ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negar recentemente mais uma solicitação da defesa para a substituição da prisão por regime domiciliar. Paralelamente, parlamentares aliados do ex-presidente articulam uma ofensiva política no Congresso. De acordo com o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), 145 deputados assinaram um pedido de prisão domiciliar humanitária em favor de Bolsonaro. O documento foi apresentado como forma de pressionar o Judiciário a reavaliar a situação do ex-presidente. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre o pedido de audiência feito por Michelle Bolsonaro.