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O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para investigar o prefeito afastado de Riacho de Santana, João Vitor Martins Laranjeira (PSD). A medida foi publicada na quinta-feira (8) e apura suspeitas de improbidade administrativa e irregularidades em contratos firmados com recursos federais. João Vitor está afastado do cargo desde novembro de 2025, após uma operação da Polícia Federal que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, o inquérito vai analisar a contratação da empresa JFS Serviços Combinados, realizada por meio de adesão a uma ata de pregão eletrônico de outro estado. A apuração aponta indícios de burla ao concurso público, abuso de poder político, irregularidades no processo licitatório e possível terceirização ilícita de mão de obra. Também serão investigados eventuais usos irregulares de recursos do Sistema Único de Saúde. De acordo com o MPF, a apuração teve início após uma representação que indicou problemas em um pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Lago da Pedra, no Maranhão. A partir dessa ata, a empresa passou a prestar serviços ao município baiano. O órgão destaca que os fatos investigados envolvem possíveis condutas vedadas a agentes públicos, suspeita de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, especialmente pelo uso de verbas federais destinadas à manutenção dos serviços de saúde. As investigações também analisam a relação política entre João Vitor Martins Laranjeira e o deputado federal Dal Barreto (União Brasil). Segundo os autos, o parlamentar teve o celular apreendido e mantinha contato frequente com o prefeito afastado. O caso segue sob investigação no âmbito do Ministério Público Federal.
A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, função da qual estava afastado para exercer mandato eletivo. A decisão foi formalizada por meio de ato declaratório publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2). O documento estabelece a “cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo” a partir de 19 de dezembro de 2025, data posterior à perda do mandato parlamentar. Com isso, Eduardo Bolsonaro deve reassumir suas atribuições na corporação. Eleito deputado federal pelo estado de São Paulo pela primeira vez em 2015, Eduardo teve o último mandato cassado em 18 de dezembro, após não comparecer às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados dentro do limite permitido pelo regimento interno. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro está atualmente fora do país e é considerado foragido em território norte-americano, segundo informações oficiais. A Polícia Federal não detalhou, no ato publicado, medidas adicionais a serem adotadas em razão da situação do ex-deputado no exterior.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou de forma permanente a visitação de familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Com a decisão, ficam liberadas as visitas dos filhos que residem no Brasil — Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura — além da enteada Letícia Firmo. As visitas poderão ocorrer sem necessidade de novas autorizações judiciais, desde que respeitados os horários e normas previstos em portaria interna da Polícia Federal. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses, em regime inicial fechado, após condenação por coordenar a tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal. Na decisão, Moraes destacou que, cumpridas as exigências legais, a visitação permanente está assegurada aos familiares autorizados, conforme regras estabelecidas pela administração da PF. O ministro também ressaltou que permanece válida a autorização concedida anteriormente à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já possui permissão permanente para visitar o ex-presidente desde dezembro. Ficou de fora da decisão o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025. Em dezembro, ele perdeu o mandato parlamentar por ausência em sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta quarta-feira (24) no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes para deixar a sede da Polícia Federal, onde está custodiado. O ex-chefe do Executivo passará por uma cirurgia para correção de hérnia nesta quinta-feira (25), dia de Natal. Esta foi a primeira saída do ex-presidente da unidade desde a decretação da prisão preventiva, ocorrida há 32 dias, período em que permaneceu sob custódia por determinação judicial. A autorização para a internação estabeleceu condições específicas de escolta e acompanhamento por parte das autoridades responsáveis. Com 70 anos, Bolsonaro deu entrada no hospital ainda pela manhã para iniciar os procedimentos pré-operatórios. A cirurgia, classificada como eletiva, será para correção de hérnia inguinal bilateral. Segundo informações apuradas, esta será a oitava intervenção cirúrgica à qual o ex-presidente se submete desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. A internação ocorre sob vigilância e acompanhamento institucional, conforme os termos fixados pela decisão do Supremo Tribunal Federal. Até a última atualização, não havia divulgação de boletim médico detalhando o estado de saúde após a realização do procedimento.
A Polícia Federal prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, durante nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18). A ação investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Antônio Carlos Antunes havia sido preso em setembro, também no âmbito da mesma investigação. Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de atuar de forma organizada para realizar cobranças irregulares diretamente nos benefícios previdenciários, causando prejuízos a aposentados e pensionistas. Além da prisão de Romeu Antunes, o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, foi alvo de prisão domiciliar e afastado do cargo. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, também foi preso durante a operação. Ao todo, a Polícia Federal cumpre 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais estão sendo executadas no Distrito Federal, Maranhão, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Minas Gerais. As investigações seguem em andamento para identificar a extensão do esquema, o volume de recursos desviados e a participação de outros envolvidos.
A Polícia Federal reuniu documentos que confirmam o registro de uma viagem internacional envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República. A documentação indica que ambos embarcaram em um voo de primeira classe com destino à Europa no dia 8 de novembro do ano passado, partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com chegada em Lisboa, capital de Portugal. Os registros obtidos pela PF detalham informações como o número do voo, a classe utilizada e até a localização dos assentos ocupados pelos passageiros. De acordo com os dados, Antônio Carlos Camilo Antunes viajou no assento 3A, enquanto Lulinha ocupou o assento 6J, ambos localizados na primeira classe da aeronave e posicionados junto à janela. O voo identificado nos documentos é o Latam JJ-8148. A viagem já havia sido mencionada em depoimento prestado à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo Antunes. Segundo ele, o deslocamento internacional faria parte de uma série de viagens realizadas pelos dois ao exterior. A lista de passageiros do voo citada pela PF é considerada um elemento de confirmação de parte do relato apresentado à investigação. No âmbito do Congresso Nacional, a CPMI do INSS chegou a discutir a possibilidade de requisitar à companhia aérea os dados completos do voo, mas o pedido acabou não sendo aprovado após articulação de parlamentares governistas. A Polícia Federal, no entanto, obteve as informações por meios próprios, incorporando os documentos ao inquérito em andamento. Ainda conforme o depoimento do ex-funcionário, os custos das viagens teriam sido arcados por Antônio Carlos Camilo Antunes. Ele também relatou à PF que Lulinha receberia repasses mensais de valores elevados e que teria ocorrido um pagamento de grande monta ao empresário, informações que seguem sob apuração das autoridades. De acordo com valores praticados pelo mercado, passagens aéreas internacionais em primeira classe podem variar entre cifras elevadas, oferecendo serviços como poltronas totalmente reclináveis, atendimento personalizado e opções exclusivas de alimentação e bebidas durante o voo. A investigação também registra que Lulinha passou a residir em Madri, na Espanha, em meados deste ano. A mudança levantou questionamentos entre parlamentares da oposição que integram a CPMI do INSS, que buscam esclarecer se a decisão ocorreu em meio ao avanço das apurações sobre o caso no Congresso Nacional. A reportagem não obteve retorno das defesas de Antônio Carlos Camilo Antunes nem de Fábio Luís Lula da Silva até a publicação desta matéria. Pessoas próximas a Lulinha afirmaram que ele pretende retornar ao Brasil no fim do ano e que avalia medidas judiciais contra associações feitas entre seu nome e as investigações em curso. Segundo esses interlocutores, a presença no mesmo voo não comprova que os dois tenham viajado juntos ou mantido relação durante o deslocamento.
O ex-presidente Jair Bolsonaro será submetido a uma perícia médica nesta quarta-feira (17), em Brasília. O procedimento foi agendado pela Polícia Federal após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e será realizado por peritos no Instituto Nacional de Criminalística. A avaliação médica tem como objetivo fornecer subsídios técnicos para que o STF decida sobre a possibilidade de autorizar Bolsonaro a sair do local onde está detido para a realização de uma cirurgia indicada por médicos particulares. A defesa do ex-presidente apresentou laudos apontando a necessidade do procedimento. Na mesma decisão, o ministro Alexandre de Moraes determinou o encaminhamento aos peritos do exame de ultrassonografia realizado no último domingo (14). O exame confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal e foi feito com equipamento portátil, mediante autorização judicial. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, na capital federal. A condenação ocorreu no âmbito da ação penal que apurou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A perícia será utilizada para avaliar o quadro clínico atual do ex-presidente e orientar eventual deliberação judicial sobre o pedido de cirurgia.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a transferência do ex-deputado estadual do Rio de Janeiro Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, para o sistema penitenciário federal. A informação foi divulgada pelo portal g1. Atualmente, ele cumpre prisão preventiva no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste da capital fluminense. TH Jóias foi preso pela Polícia Federal em setembro deste ano, durante a Operação Zargun. Ele é investigado pelos crimes de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e negociação de armas para a facção criminosa Comando Vermelho. De acordo com as investigações, o ex-parlamentar teria utilizado o mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para favorecer interesses do crime organizado. Entre as acusações, constam a intermediação na compra e venda de drogas, fuzis e equipamentos antidrones destinados ao Complexo do Alemão, além da indicação da esposa de um traficante preso para ocupar cargo parlamentar. O caso teve novos desdobramentos nesta terça-feira, com a prisão do desembargador Macário Judice Neto, relator do processo de TH Jóias no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. A prisão ocorreu durante a segunda fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que apura a atuação de agentes públicos no vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais. Na primeira fase da operação, foi preso o então presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, que também foi alvo de buscas nesta terça-feira. Em nota, a defesa de TH Jóias informou que não teve acesso à decisão judicial relacionada à prisão do desembargador e afirmou não ter sido formalmente comunicada sobre a transferência do ex-deputado para um presídio federal. Segundo os advogados, a defesa tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa.
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (16), o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto durante a deflagração da segunda fase da Operação Unha e Carne. A ação teve como objetivo aprofundar as investigações sobre um esquema criminoso investigado no âmbito do Supremo Tribunal Federal. De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos um mandado de prisão e dez mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes. As diligências ocorreram simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. Entre os alvos das buscas desta etapa da operação está o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar, filiado ao União Brasil. Ele havia sido preso na primeira fase da investigação, mas acabou liberado posteriormente após decisão do plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A Operação Unha e Carne segue em andamento e, segundo a Polícia Federal, novas informações sobre os desdobramentos da investigação devem ser divulgadas após a conclusão das diligências desta fase.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi apontado nesta sexta-feira (5) como o escolhido do ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Palácio do Planalto em 2026. A definição foi comunicada pelo próprio parlamentar após um encontro do ex-presidente com a Polícia Federal, em Brasília. No anúncio, Flávio informou que recebeu a indicação como uma tarefa de grande peso político e afirmou que o movimento representa o alinhamento do grupo bolsonarista para a próxima eleição presidencial. Segundo ele, a decisão reflete o entendimento de que a família Bolsonaro e o Partido Liberal devem apresentar um nome competitivo na disputa nacional. O senador afirmou que a escolha ocorre em um momento que considera delicado para o país, citando dificuldades econômicas, aumento de tributos e problemas na área de segurança. Para ele, a candidatura surge como resposta ao que classifica como desafios acumulados pelo governo federal. Flávio Bolsonaro destacou ainda que pretende defender as pautas que marcaram os governos e campanhas anteriores de seu grupo político. Ele afirmou que acredita em um novo ciclo para o país e disse confiar que sua atuação será direcionada por convicções pessoais e princípios democráticos. Com a indicação, o PL dá início à fase de articulação para montar a estratégia eleitoral de 2026, posicionando o senador como o principal nome do campo bolsonarista na corrida pelo Planalto.
A Polícia Federal realizou nesta quinta-feira (04) a operação Valquíria para reprimir crimes previstos na Lei Antiterrorismo. A investigação teve início após o recebimento de mensagens eletrônicas com ameaças e conteúdo de apologia ao nazismo enviadas a universidades federais, entre elas uma instituição situada no oeste da Bahia. As mensagens partiram de contas criadas exclusivamente para esse fim e foram encaminhadas por meio de acesso mascarado com uso de VPN. O trabalho de análise dos registros de conexão permitiu identificar um suspeito apontado como autor dos disparos das mensagens. A partir dessas informações, a Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte. As ordens foram autorizadas pelo Juízo da Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras. As apurações continuam para detalhar a extensão das ameaças e reunir elementos que possam comprovar a prática dos crimes investigados. Se responsabilizado, o suspeito pode enfrentar penas superiores a doze anos de prisão.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal registre e fiscalize todas as marmitas entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (1) e inclui o monitoramento da rotina alimentar do ex-presidente. O despacho também autoriza o cadastramento das três pessoas responsáveis pela preparação e entrega da alimentação especial. Elas deverão assinar um termo de responsabilidade, enquanto a Polícia Federal ficará encarregada de definir os horários das entregas e registrar o conteúdo recebido. Segundo familiares, Bolsonaro segue uma dieta específica por recomendação médica. Em 25 de novembro, após visitá-lo, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o ex-presidente necessita de alimentação controlada por causa de sequelas de cirurgias e alterações no fluxo intestinal. A determinação de Moraes adiciona uma nova camada de controle às condições de acompanhamento impostas ao ex-presidente.