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A convenção do União Brasil e dos partidos que integram a aliança de oposição oficializou, na tarde desta quarta-feira (22), a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao Governo da Bahia. O evento, realizado no Centro de Convenções de Salvador, também confirmou Zé Cocá (PP) como candidato a vice-governador e Angelo Coronel (Republicanos) e João Roma (PL) como candidatos ao Senado. A convenção reuniu lideranças da federação União Brasil/PP, PL, federação PSDB/Cidadania, Republicanos, Novo, federação Solidariedade/PRD e Podemos, marcando o início oficial da campanha da chapa. Antes do evento, ACM Neto concedeu entrevista coletiva e afirmou que o cenário eleitoral de 2026 é diferente do enfrentado em 2022. Segundo ele, o governador Jerônimo Rodrigues (PT), que anteriormente era pouco conhecido do eleitorado, agora será avaliado pela gestão realizada nos últimos anos. Durante a coletiva, o candidato também criticou a administração estadual e contestou a declaração de Jerônimo Rodrigues de que teria cumprido 92% das promessas de governo. ACM Neto citou dados divulgados pelo portal G1 para afirmar que parte significativa dos compromissos assumidos não foi executada e declarou que, se estivesse na condição do atual governador, não disputaria a reeleição. O ex-prefeito de Salvador afirmou ainda que chega à nova disputa mais preparado do que na eleição anterior, destacando a experiência adquirida ao longo de sua trajetória política e administrativa. Na ocasião, ACM Neto apresentou o slogan da campanha, "Mudança com Segurança". Segundo ele, a expressão foi definida pela equipe de marketing para representar, de um lado, o desejo de mudança manifestado por parte da população baiana e, de outro, transmitir confiança na condução de um eventual governo. De acordo com o candidato, o termo "segurança" possui dois significados: faz referência ao enfrentamento da violência no estado e também busca destacar sua experiência administrativa, citando os oito anos à frente da Prefeitura de Salvador como credencial para governar a Bahia.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), que ele não tinha conhecimento de que uma carta de sua autoria seria publicada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação foi apresentada após o ministro Alexandre de Moraes solicitar esclarecimentos sobre a divulgação do documento. Na decisão anterior, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, ao entender que a publicação da carta afrontou as restrições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar. Segundo o ministro, Jair Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Na resposta encaminhada ao STF, os advogados sustentaram que o ex-presidente não orientou, autorizou nem combinou previamente a divulgação da carta. "O peticionário jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições impostas por Vossa Excelência, permanecendo fiel ao cumprimento das cautelares desde o início do regime domiciliar humanitário, comprometendo-se a continuar observando rigorosamente todas as condições estabelecidas por esse juízo", afirmaram os defensores. A defesa reforçou que Jair Bolsonaro tem cumprido as determinações judiciais e negou qualquer tentativa de burlar as restrições estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. O caso permanece sob análise do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá sobre os esclarecimentos apresentados pela defesa do ex-presidente.
O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, criticou o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), durante um evento político realizado na terça-feira (14), no bairro de Pau da Lima, em Salvador. Em seu discurso, Roma questionou a atuação do ministro na área da saúde e voltou a defender a união da oposição baiana para as eleições de 2026. Durante a agenda, o dirigente do PL afirmou que o Tribunal de Contas da União (TCU) teria rejeitado a execução de mais de R$ 50 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados à saúde, atribuindo o resultado a uma gestão considerada ineficiente. As declarações ocorrem em meio à troca de críticas entre integrantes da oposição e Rui Costa sobre a condução da saúde pública. João Roma também saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O pré-candidato classificou como desproporcionais as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringiram contatos do ex-chefe do Executivo. Segundo ele, as medidas representam perseguição política e contribuem para ampliar a polarização no país. Ao abordar o cenário eleitoral de 2026, Roma reafirmou o alinhamento entre o PL e o grupo liderado pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil). De acordo com o presidente estadual do partido, lideranças nacionais da direita, como os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, consideram ACM Neto o principal nome da oposição para disputar o Governo da Bahia nas próximas eleições. As declarações foram feitas durante um encontro político promovido pelo PL na capital baiana.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lidera a pesquisa do Instituto Meio/Ideia sobre as mulheres consideradas mais poderosas do Brasil na atualidade. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (8), foi realizado por meio de respostas espontâneas, sem apresentação prévia de uma lista de nomes aos entrevistados. No cenário geral, Michelle Bolsonaro foi citada por 15,4% dos participantes da pesquisa. A atual primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, aparece na segunda colocação, com 9% das menções. Em terceiro lugar está a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, lembrada por 4,5% dos entrevistados. A relação segue com a ex-presidente Dilma Rousseff, que obteve 2,5% das citações, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, com 2%, e a deputada federal Erika Hilton, com 1,7%. Também figuram entre os nomes lembrados espontaneamente a cantora Anitta, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a influenciadora digital Virginia Fonseca, cada uma com 1,5% das menções. A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, aparece na sequência, com 1,2%. Outras personalidades somaram 10,4% das respostas. Já 5,5% dos entrevistados afirmaram que nenhuma mulher ocupa essa posição de maior poder, enquanto 43,5% disseram não saber responder à pergunta. A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 6 de julho, com 1.500 entrevistados em todas as regiões do país. O levantamento possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05628/2026.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na liderança da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo o levantamento, ele registra 46% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, com 30%. Na sequência, Vera Lúcia (PSTU) soma 5% das intenções de voto, enquanto Vivian Mendes (UP) e Carlos Machado (PCB) registram 4% cada. Outros 8% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 3% disseram ainda estar indecisos. Considerando apenas os votos válidos, critério utilizado pela Justiça Eleitoral para definir o resultado das eleições, Tarcísio alcança 52%, contra 34% de Haddad. Apesar disso, a margem de erro de dois pontos percentuais e a distância até o pleito não permitem afirmar que o governador venceria a eleição no primeiro turno caso a votação fosse realizada hoje. O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 3 de julho, ouvindo 1.608 eleitores em 71 municípios do estado de São Paulo. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026. O estudo representa o primeiro levantamento do Datafolha realizado após a consolidação das principais pré-candidaturas ao Governo de São Paulo para as eleições de 2026, oferecendo um retrato inicial do cenário eleitoral no estado.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como a nova líder do governo no Senado Federal. A escolha foi divulgada por meio das redes sociais do presidente e ocorre após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da função.
Segundo Lula, Teresa Leitão terá a missão de coordenar a articulação política do governo na Casa, conduzindo o diálogo com os parlamentares e acompanhando a tramitação de projetos considerados prioritários para o Executivo. Entre as pautas citadas pelo presidente estão a proposta que trata do fim da escala de trabalho 6x1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
A mudança na liderança ocorre após Jaques Wagner deixar o cargo na quarta-feira (24). O senador baiano foi alvo de uma operação da Polícia Federal na semana passada, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de corrupção relacionadas ao caso do Banco Master.
De acordo com a investigação, Wagner é suspeito de ter recebido vantagens indevidas do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição financeira. O parlamentar, no entanto, nega qualquer irregularidade e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação às apurações conduzidas pelas autoridades.
Com a nomeação de Teresa Leitão, o governo busca manter a articulação política no Senado e assegurar o avanço das propostas consideradas estratégicas para a administração federal. A senadora pernambucana passa a exercer a função de interlocutora do Palácio do Planalto junto aos parlamentares da Casa.
A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigava uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apontou a existência de indícios da prática do crime de calúnia. O relatório final foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (26), que deverá analisar os próximos desdobramentos do caso.
A investigação foi instaurada em abril e teve como foco uma postagem publicada por Flávio Bolsonaro na rede social X, em janeiro deste ano. Na mensagem, o senador atribuiu ao presidente da República a prática de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de fazer referências a investigações relacionadas ao Foro de São Paulo.
No relatório, o delegado responsável pela apuração afirma que os elementos reunidos indicam a ocorrência do crime previsto no artigo 138 do Código Penal, combinado com o artigo 141, inciso I, e § 2º. Segundo a Polícia Federal, a publicação imputou crimes ao presidente sem a apresentação de provas que sustentassem as acusações.
Ainda de acordo com a investigação, a postagem associava a imagem de Lula à do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e fazia referência à suposta existência de uma delação envolvendo o chefe do Executivo federal. Para a Polícia Federal, o conteúdo ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao atribuir fatos definidos como crime sem comprovação.
Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, que analisará o relatório e decidirá sobre as providências processuais cabíveis. A conclusão da investigação pela Polícia Federal não representa condenação, cabendo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário a avaliação das medidas que poderão ser adotadas no caso.
O prefeito de Tanhaçu, Valdemir Gondim, esteve em Salvador nesta semana para cumprir uma série de compromissos institucionais voltados ao desenvolvimento do município localizado no sudoeste baiano. A agenda incluiu reuniões administrativas e articulações políticas em busca de investimentos, melhorias estruturais e fortalecimento das ações da gestão municipal. Entre os compromissos realizados na capital, o gestor participou de um encontro no gabinete do deputado estadual Vitor Azevedo. Também estiveram presentes o ex-prefeito Dr. Jorge e os vereadores Emilson Aguiar e Rogério Ferreira. Segundo o prefeito, as reuniões tiveram como foco principal a discussão de demandas prioritárias do município, além do planejamento dos festejos juninos de 2026. A expectativa da administração municipal é realizar uma programação de São João com mais de 30 dias de atividades na sede e nos distritos de Tanhaçu. Durante a agenda em Salvador, Valdemir Gondim destacou a parceria política e institucional com o parlamentar estadual. “Visitando esse deputado e irmão, um amigo fiel comigo e com o povo de Tanhaçu, que não mede esforços para colaborar com nossa gestão”, afirmou o prefeito. A visita à capital reforça a articulação da Prefeitura de Tanhaçu junto ao Governo do Estado e representantes políticos em busca de ações que contribuam para o fortalecimento da economia local e valorização das tradições culturais do município.
Artur Moura
Jornalista - 0000900/TO
Na política, basicamente, há dois grupos: situação e oposição. Em Livramento esta lógica está subvertida, uma vez que há os que estão no poder e os que não estão nele, mas querem estar. Em Livramento há os que deixaram o poder oficialmente, mas desejam, e almejam, continuarem sentado na principal cadeira do município e decidindo o destino da nossa terra, não são oposição, são sem poder.
Talvez o melhor que essas pessoas deveriam ouvir era aquela “famosa” frase do ex-ministro do STF: “perdeu mané!”. Quem não teve competência para, sequer, indicar o candidato à sua sucessão e teve que engolir quem o povo alçou a candidata e, posteriormente, à executiva municipal, deveria sair de cena, não começar uma campanha antecipada dois anos antes.
Feito a inicial, irei ao ponto central deste comentário: por que estas pessoas que não estão no poder são contra o empréstimo de cem milhões que a CAIXA ofereceu ao município? A resposta resumida e direta é simples: Com esse valor bem empregado eles enxergam o poder mais de longe, quase inatingível.
Usam argumentos frágeis falando em capacidade de pagamento e endividamento futuro, entre outras asneiras. Quem já viu banco emprestar dinheiro para quem não tem como pagar? E mais: ao contrário do particular, que pode perder a sua fonte de renda, com o município isto jamais acontecerá, ao contrário, aumentará.
- “ah, mas os juros são altos”
Mais uma mentira. São juros de mercado para o poder público, que são inferiores aos de particulares.
- “vai comprometer a renda futura do município.”
Sim, vai, mas nada impactante para o futuro administrativo. Afinal quem financia sua casa própria também compromete sua renda futura, mas realiza seu sonho de ter a moradia própria.
Nós, livramentenses de todos os quatro cantos, temos o sonho de nos deslocarmos em boas estradas e em tempos menores que os atuais. Por que não antecipar esta arrecadação e realizar logo estas obras de infraestrutura.
Os que estão contra esse empréstimo ou é porque não tiveram a oportunidade de tê-lo quando estiveram no poder, ou são contra Livramento, que avançará absurdamente em termos de infraestrutura. Não estão contra a Executiva Municipal, mas contra o desenvolvimento do nosso município.
Fazer oposição é apresentar alternativas, o que não está sendo o caso. Os contrários a Livramento estão apresentando argumentos que não se sustentam em pé para serem contrário ao empréstimo. Todas as falas deles já se encontram em leis que se o município não estiver “nos conformes” banco algum poderá fazer antecipação de receita – ou conceder empréstimo, como queiram.
Não se sabe se, no passado recente, o município poderia tomar algum empréstimo, por estar ou não em condições de fazê-lo, mas atualmente está e um valor desses é sempre bem-vindo. Todas as articulações dos “sem poder” – inclusive denúncia ao Ministério Público – dará em nada e Livramento dará um salto em infraestrutura com o asfaltamento de várias vias.
Eles vão ter que engolir, o empréstimo vai sair.
O secretário de Relações Institucionais do Governo da Bahia, Adolpho Loyola, respondeu às declarações do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo estadual, ACM Neto, feitas durante agenda política realizada na última sexta-feira (22), em Vitória da Conquista. Na ocasião, ACM Neto minimizou o apoio de prefeitos baianos à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Durante o discurso, o ex-prefeito afirmou que a oposição teria o apoio da população, independentemente da quantidade de prefeitos alinhados ao governo estadual. Em resposta, Adolpho Loyola declarou que ACM Neto “não gosta de prefeitos” e afirmou que o grupo governista conta com apoio de gestores municipais, vereadores, ex-prefeitos e lideranças políticas em diferentes regiões da Bahia. A declaração do secretário foi dada no sábado (23), durante participação na inauguração do Centro de Ensino e Pesquisa do Hospital Geral Prado Valadares, no município de Jequié. Durante a entrevista, Loyola também comentou sobre a relação política mantida anteriormente com o ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá, e com o deputado estadual Hassan. Segundo o secretário, não houve frustração pelo fato de o governo estadual não conseguir atrair os dois políticos para a base aliada. Loyola afirmou que o relacionamento institucional teve como foco ações voltadas ao município de Jequié e classificou como natural a decisão política adotada pelo grupo oposicionista. O cenário político na Bahia segue marcado pela movimentação de lideranças governistas e oposicionistas em preparação para as eleições estaduais de 2026.
Seis dos nove deputados federais da Bahia que haviam assinado a emenda que propõe adiar em dez anos o fim da escala 6x1 já solicitaram a retirada de suas assinaturas. O movimento ocorreu após a repercussão da proposta apresentada durante a tramitação da PEC 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho no país. A emenda foi apresentada pelo deputado Tião Medeiros e recebeu inicialmente o apoio de 171 parlamentares, entre eles nove deputados baianos. O texto prevê que as mudanças nas regras trabalhistas só passem a valer dez anos após a promulgação da alteração constitucional. Até o momento, solicitaram oficialmente a retirada das assinaturas os deputados Rogéria Santos, Diego Coronel, Cláudio Cajado, Roberta Roma, Arthur Oliveira Maia e Jonga Bacelar. Os deputados Diego Coronel e Cláudio Cajado chegaram a protocolar requerimentos formais na Câmara dos Deputados solicitando a exclusão dos nomes da proposta. Coronel afirmou que a assinatura ocorreu por erro de assessoria. A deputada Rogéria Santos também informou que já havia solicitado à Mesa Diretora da Câmara a retirada do apoio ao texto. Roberta Roma e Arthur Maia igualmente comunicaram o pedido de retirada das assinaturas. Já o deputado Jonga Bacelar declarou ao Bahia Notícias que também solicitou a retirada, alegando erro de assessoria. Ainda permanecem entre os signatários da proposta os deputados Capitão Alden, José Rocha e Paulo Azi. A emenda altera o artigo 7º da Constituição Federal e estabelece jornada de 40 horas semanais e oito horas diárias. O texto, porém, prevê exceção para atividades consideradas essenciais, permitindo até 44 horas semanais enquanto não houver regulamentação complementar. Na justificativa apresentada, os autores afirmam que a redução imediata da jornada poderia provocar impactos em setores como saúde, segurança, transporte, energia, logística, alimentação e agropecuária, defendendo uma implementação gradual das mudanças trabalhistas.
O ex-prefeito de Palmeiras, Carlos Alberto da Silva Lopes, foi condenado por atos de improbidade administrativa relacionados a desvios de verbas públicas ocorridos entre os anos de 2002 e 2003, período em que esteve à frente da administração municipal. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (20) pelo Ministério Público do Estado da Bahia. Segundo a decisão judicial, o ex-gestor foi condenado ao pagamento de multa superior a R$ 1,5 milhão, além da perda dos direitos políticos pelo período de oito anos. Carlos Alberto da Silva Lopes morreu em dezembro do ano passado, durante o andamento do processo. De acordo com o Ministério Público, apesar do falecimento do ex-prefeito extinguir sanções de caráter pessoal, como suspensão dos direitos políticos e proibição de contratar com o Poder Público, permanece válida a obrigação de ressarcimento aos cofres públicos. Ainda conforme o órgão, os efeitos patrimoniais da condenação poderão atingir os bens deixados pelo ex-gestor, respeitando os limites da herança e eventual existência de espólio a ser partilhado entre herdeiros. As investigações conduzidas pelo Ministério Público apontaram a existência de um esquema fraudulento envolvendo o uso de “notas fiscais clonadas” para dar aparência de legalidade a pagamentos relacionados à suposta compra de medicamentos, materiais hospitalares e materiais elétricos. O MP-BA informou que diversas empresas envolvidas negaram ter fornecido produtos ao município e apresentaram documentos comprovando adulterações nas notas fiscais encaminhadas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Segundo as apurações, documentos originais de baixo valor teriam sido alterados para justificar pagamentos elevados pela administração municipal. Em um dos casos citados pela investigação, uma nota fiscal apresentada pela prefeitura com valor próximo de R$ 15 mil correspondia originalmente a uma venda de apenas R$ 13,80 destinada a outro cliente. As apurações também identificaram suposta falsificação de identidade visual em documentos atribuídos a empresas e a realização de licitações simuladas com o objetivo de encobrir os desvios de recursos públicos durante a gestão municipal.