A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), que ele não tinha conhecimento de que uma carta de sua autoria seria publicada nas redes sociais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação foi apresentada após o ministro Alexandre de Moraes solicitar esclarecimentos sobre a divulgação do documento. Na decisão anterior, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai, ao entender que a publicação da carta afrontou as restrições impostas ao ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar. Segundo o ministro, Jair Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por intermédio de terceiros. Na resposta encaminhada ao STF, os advogados sustentaram que o ex-presidente não orientou, autorizou nem combinou previamente a divulgação da carta. "O peticionário jamais buscou utilizar terceiros para contornar as restrições impostas por Vossa Excelência, permanecendo fiel ao cumprimento das cautelares desde o início do regime domiciliar humanitário, comprometendo-se a continuar observando rigorosamente todas as condições estabelecidas por esse juízo", afirmaram os defensores. A defesa reforçou que Jair Bolsonaro tem cumprido as determinações judiciais e negou qualquer tentativa de burlar as restrições estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. O caso permanece sob análise do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá sobre os esclarecimentos apresentados pela defesa do ex-presidente.
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