Porto Seguro recebeu R$ 24,9 milhões em emendas investigadas pela Polícia Federal
PORTO SEGURO 13/Jul/2026 - 09h49
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Porto Seguro recebeu R$ 24,9 milhões em emendas investigadas pela Polícia Federal

Investigação aponta que emendas teriam sido indicadas por Valdemar Costa Neto e registradas em nome de deputados.

A Polícia Federal (PF) investiga a destinação de R$ 119 milhões em emendas parlamentares que, segundo as apurações, teriam sido indicadas pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Entre os municípios beneficiados está Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, que recebeu R$ 24,9 milhões na semana anterior ao prazo final permitido para transferências voluntárias da União antes das eleições municipais de 2024. De acordo com reportagem do jornal O Globo, a Bahia registrou o segundo maior repasse entre os municípios mencionados na investigação. O envio dos recursos ocorreu em julho de 2024, período que antecedeu o início da restrição prevista na legislação eleitoral, que proíbe, salvo exceções legais, a transferência voluntária de recursos federais a estados e municípios nos três meses anteriores ao pleito. O primeiro turno das eleições municipais foi realizado em 6 de outubro de 2024. À época, Porto Seguro era administrado pelo prefeito Jânio Natal (PL), que disputou a reeleição e venceu o pleito realizado meses depois. Segundo a investigação da Polícia Federal, as emendas eram indicadas por Valdemar Costa Neto, embora ele não exercesse mandato parlamentar. Conforme a apuração, os recursos eram formalmente registrados em nome de deputados federais como "solicitantes", procedimento que, segundo os investigadores, conferia aparência de regularidade às indicações. No âmbito da investigação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto e a suspensão da execução de todas as despesas relacionadas às emendas sob investigação. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, não há decisão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados, e os fatos continuam sendo analisados no curso do processo.

Comentários

Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário

0/1000 caracteres
Seu comentário passará por moderação antes de ser publicado.

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.