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Um homem de 46 anos, foragido da Justiça de São Paulo por extorsão, foi preso com 180 porções de cocaína dentro de um ônibus na manhã de sábado (14), em Guanambi, no Sertão Produtivo da Bahia. A prisão ocorreu por volta das 9h na garagem da Viação Novo Horizonte, no bairro São Francisco. A guarnição foi acionada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado da Bahia (FICCO/BA) e pelo Grupo de Combate à Criminalidade/Departamento de Polícia Federal (GCAP/DPF), que haviam identificado o suspeito em deslocamento num ônibus com origem em São Paulo. Ao abordar o homem ainda dentro do veículo, os policiais encontraram 142 pinos e 38 papelotes de substância análoga à cocaína, além de um aparelho celular e R$ 450 em espécie. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia junto com o material apreendido para as providências legais cabíveis.
A Polícia Federal informou que trata com cautela as mensagens atribuídas a conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, até o momento não foram identificados indícios de conduta irregular do magistrado que justifiquem a abertura de investigação sobre a relação entre os dois. Durante a análise do celular de Vorcaro, investigadores localizaram registros de ligações e trocas de mensagens com Moraes, inclusive no dia em que o ex-banqueiro foi preso. A existência dos diálogos foi revelada inicialmente pelo jornal O Globo. Os horários das conversas coincidem com anotações encontradas em um bloco de notas no aparelho de Vorcaro. Nas imagens, há textos que indicariam tratativas relacionadas a um processo para evitar a liquidação do Banco Master. Esse material integra um documento encaminhado pela Polícia Federal à CPI do INSS. Segundo a apuração, as mensagens teriam sido enviadas por meio de visualização única. O ex-banqueiro escrevia o conteúdo em um bloco de notas e, em seguida, encaminhava o texto como imagem por aplicativo de mensagens, que desaparecia após ser visualizada. Em um dos registros citados pela reportagem de O Globo, datado do dia (17), Vorcaro relata negociações para tentar viabilizar soluções financeiras que evitassem a liquidação do banco, mencionando tratativas com a financeira Fictor. O ministro Alexandre de Moraes afirmou, em nota, que não recebeu as mensagens e que elas teriam sido enviadas a outra pessoa. Investigadores também apontam que não é possível recuperar, no aparelho analisado, as imagens que teriam sido enviadas por aplicativo de mensagens. Segundo a Polícia Federal, até o momento não há menção ao ministro em relatórios da investigação nem elementos que indiquem necessidade de apuração sobre sua conduta. O cenário é diferente do caso envolvendo o ministro Dias Toffoli. Em fevereiro, a Polícia Federal encaminhou ao ministro Edson Fachin um documento com informações sobre relações entre Toffoli e o Banco Master que, segundo a corporação, levantariam suspeitas de eventuais irregularidades financeiras. Toffoli não é investigado pela Polícia Federal, embora as apurações relacionadas ao Banco Master envolvam fundos que foram sócios do resort Resort Tayayá, empreendimento do qual o ministro e seus irmãos também participaram como sócios.
O banqueiro e empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, voltou a ser preso na manhã desta quarta-feira (4) por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. A prisão ocorreu no âmbito de uma nova etapa da investigação conduzida pela Polícia Federal, denominada Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras envolvendo a instituição. No momento da detenção, Vorcaro estava em São Paulo. Além da prisão preventiva, o ministro determinou o sequestro e bloqueio de bens que somam cerca de R$ 22 bilhões. A medida tem como objetivo interromper transações financeiras do grupo investigado e preservar valores que podem estar relacionados às irregularidades apuradas. A Operação Compliance Zero chegou à terceira fase e investiga um suposto esquema bilionário envolvendo a venda de títulos de crédito considerados falsos ligados ao Banco Master. Segundo as autoridades, as apurações buscam identificar a extensão das operações e possíveis beneficiários do sistema investigado. Após a prisão, o empresário foi encaminhado para a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue em andamento.
A Receita Federal do Brasil identificou indícios de acessos irregulares a seus sistemas por parte de um servidor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cedido ao órgão. Segundo as apurações, dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares teriam sido visualizados e posteriormente repassados de forma indevida. A investigação deu origem a uma operação da Polícia Federal, deflagrada nesta terça-feira (17), que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram autorizadas quebras de sigilos bancário, fiscal e telemático, além de medidas cautelares como recolhimento domiciliar noturno e afastamento imediato de funções públicas. De acordo com nota do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, os investigados são Luiz Antônio Martins Nunes, servidor do Serpro no Rio de Janeiro, além de Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. As investigações preliminares apontaram “múltiplos acessos ilícitos” aos sistemas da Receita, seguidos de vazamento de informações protegidas por sigilo fiscal. O rastreamento permitiu identificar quais dados foram consultados, por quanto tempo permaneceram acessados e se houve download ou impressão de documentos. Segundo os investigadores, um sistema automatizado foi utilizado para mapear acessos envolvendo mais de 100 pessoas, entre ministros da Corte e familiares. Parte do relatório já foi encaminhada ao ministro relator, que havia solicitado auditoria abrangendo os últimos três anos. Entre os registros identificados está o acesso à declaração da advogada Viviane Barci, esposa do ministro. Reportagem do jornal O Globo apontou que o Banco Master contratou o escritório da advogada por R$ 3,6 milhões mensais em 2024. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central do Brasil no ano passado. Em nota, a Receita informou que já conduzia investigação interna em parceria com a Polícia Federal e que, desde 2023, ampliou os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais. O órgão destacou que concluiu sete processos disciplinares no período, com três demissões, e mantém outros dez em andamento. As defesas dos investigados não foram localizadas até a última atualização.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), a Operação Frigg, com o objetivo de combater crimes relacionados à aquisição, posse e armazenamento de material contendo abuso sexual de crianças e adolescentes no oeste da Bahia. Durante a ação, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão domiciliar e uma ordem judicial de afastamento do sigilo de dados telemáticos no município de Luís Eduardo Magalhães. As medidas foram expedidas pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Barreiras. As investigações tiveram início a partir de informações repassadas por organismos internacionais de proteção à infância, que identificaram o envio e o armazenamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil em plataformas digitais e serviços de nuvem. Com o avanço das diligências, a Polícia Federal reuniu indícios de autoria e materialidade, o que resultou na solicitação das medidas judiciais cumpridas nesta fase da operação. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que passarão por perícia técnica especializada, com rigor na preservação da cadeia de custódia das provas digitais. Os fatos apurados, em tese, se enquadram nos crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. A Polícia Federal informou que mantém atuação permanente no enfrentamento à exploração sexual infantojuvenil, especialmente no ambiente digital. As investigações seguem em andamento e tramitam sob segredo de justiça.
Um passageiro foi retirado de um avião da Gol Linhas Aéreas que seguia para Vitória da Conquista após quebrar a janela da saída de emergência da aeronave. O caso ocorreu na segunda-feira (19), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, pouco antes da decolagem. Segundo relatos de passageiros, o homem apresentava sinais de embriaguez, informação que não foi confirmada oficialmente pela companhia aérea. Diante da situação, a Polícia Federal foi acionada e realizou a retirada do suspeito da aeronave. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade do passageiro nem sobre o que motivou o dano à saída de emergência. Por questões de segurança, todos os passageiros receberam ordem de desembarque imediato. Após o ocorrido, os viajantes foram transferidos para outra aeronave da Gol e chegaram a Vitória da Conquista com cerca de duas horas de atraso. Em nota, a companhia informou que todas as ações adotadas pela tripulação seguiram rigorosamente os protocolos de segurança previstos para esse tipo de ocorrência.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro solicitou uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para tratar da situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pedir a concessão de prisão domiciliar. A informação foi divulgada pelo blog da jornalista Andréia Sadi. Segundo a publicação, Michelle relatou ao magistrado viver um drama pessoal diante das condições de saúde do marido. Jair Bolsonaro está preso na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O pedido ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, negar recentemente mais uma solicitação da defesa para a substituição da prisão por regime domiciliar. Paralelamente, parlamentares aliados do ex-presidente articulam uma ofensiva política no Congresso. De acordo com o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), 145 deputados assinaram um pedido de prisão domiciliar humanitária em favor de Bolsonaro. O documento foi apresentado como forma de pressionar o Judiciário a reavaliar a situação do ex-presidente. Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre o pedido de audiência feito por Michelle Bolsonaro.
O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para investigar o prefeito afastado de Riacho de Santana, João Vitor Martins Laranjeira (PSD). A medida foi publicada na quinta-feira (8) e apura suspeitas de improbidade administrativa e irregularidades em contratos firmados com recursos federais. João Vitor está afastado do cargo desde novembro de 2025, após uma operação da Polícia Federal que investiga a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o MPF, o inquérito vai analisar a contratação da empresa JFS Serviços Combinados, realizada por meio de adesão a uma ata de pregão eletrônico de outro estado. A apuração aponta indícios de burla ao concurso público, abuso de poder político, irregularidades no processo licitatório e possível terceirização ilícita de mão de obra. Também serão investigados eventuais usos irregulares de recursos do Sistema Único de Saúde. De acordo com o MPF, a apuração teve início após uma representação que indicou problemas em um pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Lago da Pedra, no Maranhão. A partir dessa ata, a empresa passou a prestar serviços ao município baiano. O órgão destaca que os fatos investigados envolvem possíveis condutas vedadas a agentes públicos, suspeita de improbidade administrativa e crime de responsabilidade, especialmente pelo uso de verbas federais destinadas à manutenção dos serviços de saúde. As investigações também analisam a relação política entre João Vitor Martins Laranjeira e o deputado federal Dal Barreto (União Brasil). Segundo os autos, o parlamentar teve o celular apreendido e mantinha contato frequente com o prefeito afastado. O caso segue sob investigação no âmbito do Ministério Público Federal.
A Polícia Federal determinou o “retorno imediato” de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão, função da qual estava afastado para exercer mandato eletivo. A decisão foi formalizada por meio de ato declaratório publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (2). O documento estabelece a “cessação do afastamento para exercício de mandato eletivo” a partir de 19 de dezembro de 2025, data posterior à perda do mandato parlamentar. Com isso, Eduardo Bolsonaro deve reassumir suas atribuições na corporação. Eleito deputado federal pelo estado de São Paulo pela primeira vez em 2015, Eduardo teve o último mandato cassado em 18 de dezembro, após não comparecer às sessões deliberativas da Câmara dos Deputados dentro do limite permitido pelo regimento interno. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro está atualmente fora do país e é considerado foragido em território norte-americano, segundo informações oficiais. A Polícia Federal não detalhou, no ato publicado, medidas adicionais a serem adotadas em razão da situação do ex-deputado no exterior.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou de forma permanente a visitação de familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Com a decisão, ficam liberadas as visitas dos filhos que residem no Brasil — Flávio, Carlos, Jair Renan e Laura — além da enteada Letícia Firmo. As visitas poderão ocorrer sem necessidade de novas autorizações judiciais, desde que respeitados os horários e normas previstos em portaria interna da Polícia Federal. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses, em regime inicial fechado, após condenação por coordenar a tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal, no Distrito Federal. Na decisão, Moraes destacou que, cumpridas as exigências legais, a visitação permanente está assegurada aos familiares autorizados, conforme regras estabelecidas pela administração da PF. O ministro também ressaltou que permanece válida a autorização concedida anteriormente à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já possui permissão permanente para visitar o ex-presidente desde dezembro. Ficou de fora da decisão o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025. Em dezembro, ele perdeu o mandato parlamentar por ausência em sessões deliberativas da Câmara dos Deputados.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta quarta-feira (24) no hospital DF Star, em Brasília, após autorização do ministro Alexandre de Moraes para deixar a sede da Polícia Federal, onde está custodiado. O ex-chefe do Executivo passará por uma cirurgia para correção de hérnia nesta quinta-feira (25), dia de Natal. Esta foi a primeira saída do ex-presidente da unidade desde a decretação da prisão preventiva, ocorrida há 32 dias, período em que permaneceu sob custódia por determinação judicial. A autorização para a internação estabeleceu condições específicas de escolta e acompanhamento por parte das autoridades responsáveis. Com 70 anos, Bolsonaro deu entrada no hospital ainda pela manhã para iniciar os procedimentos pré-operatórios. A cirurgia, classificada como eletiva, será para correção de hérnia inguinal bilateral. Segundo informações apuradas, esta será a oitava intervenção cirúrgica à qual o ex-presidente se submete desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. A internação ocorre sob vigilância e acompanhamento institucional, conforme os termos fixados pela decisão do Supremo Tribunal Federal. Até a última atualização, não havia divulgação de boletim médico detalhando o estado de saúde após a realização do procedimento.
A Polícia Federal prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, durante nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18). A ação investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Antônio Carlos Antunes havia sido preso em setembro, também no âmbito da mesma investigação. Segundo a Polícia Federal, o grupo é suspeito de atuar de forma organizada para realizar cobranças irregulares diretamente nos benefícios previdenciários, causando prejuízos a aposentados e pensionistas. Além da prisão de Romeu Antunes, o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, foi alvo de prisão domiciliar e afastado do cargo. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, também foi preso durante a operação. Ao todo, a Polícia Federal cumpre 52 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais estão sendo executadas no Distrito Federal, Maranhão, São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Minas Gerais. As investigações seguem em andamento para identificar a extensão do esquema, o volume de recursos desviados e a participação de outros envolvidos.