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PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre o Banco Master
BRASIL 21/Jul/2026 - 23h04
Foto: Blog Regional

PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre o Banco Master

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, no âmbito da investigação que apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas relacionadas ao Banco Master. O inquérito tramita sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva faz parte do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra o parlamentar, além da adoção de medidas de restrição relacionadas às suas atividades econômicas, por determinação judicial. Segundo a investigação, a PF apura uma possível ligação entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas vinculadas ao Banco Master. Os investigadores buscam esclarecer se houve o repasse de vantagens econômicas ao parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas societárias relacionadas à instituição financeira. Os autos também apontam que Jaques Wagner teria mantido contato frequente com Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master e investigado por operações financeiras relacionadas ao caso. Conforme a Polícia Federal, ele seria o responsável por intermediar supostos benefícios destinados ao senador. Jaques Wagner nega ter recebido qualquer vantagem indevida e afirma que demonstrará a legalidade de sua conduta durante a investigação. Até o momento, o senador não foi denunciado pelo Ministério Público nem é réu no processo, permanecendo sob a garantia da presunção de inocência.

Operação conjunta combate fraude milionária contra a Caixa Econômica Federal na Bahia
BAHIA 16/Jul/2026 - 10h01
Foto: Divulgação / MPBA

Operação conjunta combate fraude milionária contra a Caixa Econômica Federal na Bahia

O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e a Polícia Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (16), a Operação Versão Brasileira, que tem como objetivo desarticular uma associação criminosa investigada por fraudes contra a Caixa Econômica Federal. Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão preventiva contra um homem que já se encontra custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana, além de três mandados de busca e apreensão em residências de investigados, em Salvador. As ordens judiciais foram expedidas pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos falsificados e identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal. A partir dessas contas, eram contratados empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. Após a liberação dos valores, os recursos eram rapidamente transferidos entre diversas contas bancárias e submetidos a operações financeiras com o objetivo de dificultar o rastreamento da origem do dinheiro. As apurações, que contaram com o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, apontam que pelo menos cinco contas bancárias foram abertas de forma fraudulenta, causando um prejuízo superior a R$ 424 mil à instituição financeira. A investigação também identificou indícios de lavagem de dinheiro. Parte dos recursos obtidos de forma ilícita teria sido convertida em moeda estrangeira por meio de corretoras de câmbio, prática que, segundo os investigadores, pode configurar crimes contra o sistema financeiro nacional. De acordo com a Polícia Federal, análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial permitiram identificar integrantes da organização criminosa responsáveis pela utilização das identidades falsas, movimentação das contas fraudulentas e ocultação dos valores obtidos ilegalmente. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e aprofundar a apuração sobre a movimentação dos recursos desviados.

Flávio Bolsonaro reage após divulgação de foto com investigado pela Polícia Federal
BRASIL 15/Jul/2026 - 18h58
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Flávio Bolsonaro reage após divulgação de foto com investigado pela Polícia Federal

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se manifestou publicamente após a divulgação de uma fotografia em que aparece ao lado de Luiz Mourão, conhecido como "Sicário", apontado pela Polícia Federal como investigado por suposta ligação com uma milícia. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, caso a fotografia seja autêntica, o registro ocorreu durante um dos inúmeros momentos em que é abordado por pessoas que pedem fotos em eventos públicos. "Se for verdade, a foto é mais uma das várias que eu tiro todos os dias porque, graças a Deus, por onde eu ando, todo mundo pede para tirar foto", declarou o senador. Flávio Bolsonaro acrescentou que, por exercer mandato público, não tem condições de identificar previamente todas as pessoas que solicitam registros fotográficos. Após comentar o episódio, o senador também compartilhou, em suas redes sociais, um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da influenciadora Deolane Bezerra, que responde a investigações relacionadas à suspeita de lavagem de dinheiro. Ao divulgar as imagens, Flávio escreveu: "Os amigos de Lula nunca decepcionam". Até o momento, não há informação de que a fotografia divulgada seja objeto de investigação específica envolvendo o senador. O caso repercutiu nas redes sociais e passou a integrar o debate político entre aliados e adversários dos dois grupos políticos.

Operação resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão em pedreiras da Bahia e Pernambuco
BAHIA 13/Jul/2026 - 14h15
Divulgação MPT

Operação resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão em pedreiras da Bahia e Pernambuco










Uma operação integrada da Defensoria Pública da União (DPU), da Auditoria-Fiscal do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF) resgatou trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em pedreiras localizadas nos municípios de Sento Sé e Casa Nova, na Bahia, e em Santa Cruz, no estado de Pernambuco. Durante a fiscalização, as equipes constataram diversas irregularidades nas frentes de trabalho responsáveis pela extração de pedras utilizadas em obras de pavimentação, inclusive em serviços contratados por prefeituras da região. Segundo os órgãos envolvidos, os trabalhadores viviam em condições degradantes. Eles estavam alojados em barracões de lona, dormiam em colchões colocados diretamente no chão, não tinham acesso adequado à água potável e realizavam as refeições em locais impróprios. A fiscalização também identificou a ausência de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), expondo os operários a graves riscos de acidentes. Em uma das pedreiras, alimentos eram armazenados no mesmo ambiente onde havia substâncias tóxicas, enquanto parte das máquinas utilizadas na extração foi interditada por oferecer risco iminente à integridade física dos trabalhadores. A coordenadora do Grupo de Trabalho de Combate à Escravidão Contemporânea da DPU, defensora pública federal Izabela Luz, afirmou que esse tipo de irregularidade é recorrente nas fiscalizações realizadas em pedreiras. Após a operação, foram firmados Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) com as empresas responsáveis. Os empregadores deverão pagar quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações individuais aos trabalhadores, além de R$ 132,5 mil por danos morais coletivos. Os trabalhadores resgatados receberam orientação jurídica sobre seus direitos e poderão solicitar o seguro-desemprego especial destinado a vítimas de trabalho em condição análoga à escravidão, benefício pago em três parcelas no valor de um salário mínimo cada. De acordo com a legislação brasileira, configura trabalho análogo à escravidão a submissão de trabalhadores a condições degradantes, jornadas exaustivas, trabalho forçado ou restrição da liberdade em razão de dívidas. Casos suspeitos podem ser denunciados de forma anônima por meio do Sistema IPÊ, canal oficial do Governo Federal destinado ao recebimento de denúncias relacionadas ao trabalho escravo contemporâneo.






 


 







Porto Seguro recebeu R$ 24,9 milhões em emendas investigadas pela Polícia Federal
PORTO SEGURO 13/Jul/2026 - 09h49
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Porto Seguro recebeu R$ 24,9 milhões em emendas investigadas pela Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) investiga a destinação de R$ 119 milhões em emendas parlamentares que, segundo as apurações, teriam sido indicadas pelo presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto. Entre os municípios beneficiados está Porto Seguro, no extremo sul da Bahia, que recebeu R$ 24,9 milhões na semana anterior ao prazo final permitido para transferências voluntárias da União antes das eleições municipais de 2024. De acordo com reportagem do jornal O Globo, a Bahia registrou o segundo maior repasse entre os municípios mencionados na investigação. O envio dos recursos ocorreu em julho de 2024, período que antecedeu o início da restrição prevista na legislação eleitoral, que proíbe, salvo exceções legais, a transferência voluntária de recursos federais a estados e municípios nos três meses anteriores ao pleito. O primeiro turno das eleições municipais foi realizado em 6 de outubro de 2024. À época, Porto Seguro era administrado pelo prefeito Jânio Natal (PL), que disputou a reeleição e venceu o pleito realizado meses depois. Segundo a investigação da Polícia Federal, as emendas eram indicadas por Valdemar Costa Neto, embora ele não exercesse mandato parlamentar. Conforme a apuração, os recursos eram formalmente registrados em nome de deputados federais como "solicitantes", procedimento que, segundo os investigadores, conferia aparência de regularidade às indicações. No âmbito da investigação, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens de Valdemar Costa Neto e a suspensão da execução de todas as despesas relacionadas às emendas sob investigação. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, não há decisão definitiva sobre a responsabilidade dos investigados, e os fatos continuam sendo analisados no curso do processo.

Operação conjunta da Rondesp e Polícia Federal prende foragido por estupro
VITóRIA DA CONQUISTA 27/Jun/2026 - 13h00
Foto: Blog Regional

Operação conjunta da Rondesp e Polícia Federal prende foragido por estupro

Um homem com mandado de prisão em aberto pelo crime de estupro foi preso na sexta-feira (26) durante uma operação conjunta da Rondesp Sudoeste e da GCAP da Polícia Federal, realizada na região de Vitória da Conquista.


De acordo com a Polícia Militar da Bahia, a ação teve como objetivo fiscalizar um ônibus intermunicipal e combater o transporte de materiais ilícitos. Durante a abordagem, os policiais realizaram a identificação dos passageiros e constataram que um deles possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça do Estado do Rio de Janeiro.


Após a confirmação da ordem judicial, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido à autoridade policial competente para o cumprimento dos procedimentos legais.


O suspeito permaneceu custodiado e ficou à disposição da Justiça, que dará prosseguimento às medidas previstas no mandado de prisão.


A operação integra as ações desenvolvidas pelas forças de segurança para localizar foragidos da Justiça e reforçar o combate à criminalidade na região sudoeste da Bahia.

Foragido por estupro de vulnerável é extraditado de Portugal para a Bahia
BAHIA 27/Jun/2026 - 10h00
Foto: Divulgação/PF

Foragido por estupro de vulnerável é extraditado de Portugal para a Bahia

A Polícia Federal concluiu, na terça-feira (23), a extradição de um brasileiro procurado pela Justiça da Bahia pelo crime de estupro de vulnerável. O investigado, que era alvo de Difusão Vermelha da Interpol, foi localizado e preso em Lisboa, Portugal, antes de ser entregue às autoridades brasileiras.


De acordo com a Polícia Federal, o homem teve a prisão preventiva decretada pela Justiça baiana em decorrência de investigações que apuram a prática de estupro de vulnerável. Os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2017 e 2020, no município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.


Após a conclusão dos trâmites legais pelas autoridades portuguesas, o foragido foi entregue à Polícia Federal no Aeroporto de Lisboa. Em seguida, ele foi escoltado por agentes federais até o Aeroporto Internacional de Salvador, onde a operação de extradição foi finalizada.


Ao desembarcar na capital baiana, o investigado foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da 1ª Vara Criminal de Lauro de Freitas para responder ao processo.


A Polícia Federal destacou que a extradição reforça a cooperação internacional entre os órgãos de segurança e justiça, permitindo a localização e o retorno ao Brasil de investigados que tentam se ocultar no exterior para escapar da responsabilização criminal.

Polícia Federal conclui que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra Lula
BRASIL 26/Jun/2026 - 22h33
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Polícia Federal conclui que Flávio Bolsonaro cometeu crime de calúnia contra Lula

A Polícia Federal concluiu o inquérito que investigava uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apontou a existência de indícios da prática do crime de calúnia. O relatório final foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (26), que deverá analisar os próximos desdobramentos do caso.


A investigação foi instaurada em abril e teve como foco uma postagem publicada por Flávio Bolsonaro na rede social X, em janeiro deste ano. Na mensagem, o senador atribuiu ao presidente da República a prática de crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, além de fazer referências a investigações relacionadas ao Foro de São Paulo.


No relatório, o delegado responsável pela apuração afirma que os elementos reunidos indicam a ocorrência do crime previsto no artigo 138 do Código Penal, combinado com o artigo 141, inciso I, e § 2º. Segundo a Polícia Federal, a publicação imputou crimes ao presidente sem a apresentação de provas que sustentassem as acusações.


Ainda de acordo com a investigação, a postagem associava a imagem de Lula à do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e fazia referência à suposta existência de uma delação envolvendo o chefe do Executivo federal. Para a Polícia Federal, o conteúdo ultrapassou os limites da liberdade de expressão ao atribuir fatos definidos como crime sem comprovação.


Com a conclusão do inquérito, os autos foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, que analisará o relatório e decidirá sobre as providências processuais cabíveis. A conclusão da investigação pela Polícia Federal não representa condenação, cabendo ao Ministério Público e ao Poder Judiciário a avaliação das medidas que poderão ser adotadas no caso.

Polícia Federal cumpre mandado em imóvel de Jaques Wagner durante nova fase da Operação Compliance Zero
BAHIA 18/Jun/2026 - 09h31
Foto: Blog Regional

Polícia Federal cumpre mandado em imóvel de Jaques Wagner durante nova fase da Operação Compliance Zero

O senador Jaques Wagner, líder do Governo Federal no Senado, foi alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18), durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero.


A ação faz parte de uma investigação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça relacionado ao Banco Master. Nesta etapa da operação, policiais federais realizaram diligências em endereços localizados no Distrito Federal, em São Paulo e na Bahia.


Em Salvador, o mandado foi executado em um apartamento ligado ao senador, situado no bairro do Corredor da Vitória, uma das áreas mais valorizadas da capital baiana. O local foi alvo de buscas determinadas pela Justiça no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal.


Até a última atualização das informações, a assessoria de comunicação de Jaques Wagner não havia se manifestado sobre a operação. O parlamentar é uma das principais lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e possui longa trajetória política na Bahia, onde exerceu mandatos como deputado federal e governador do estado antes de chegar ao Senado.


A Operação Compliance Zero investiga movimentações financeiras suspeitas e possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e privados. A Polícia Federal e os órgãos responsáveis pelo caso seguem reunindo elementos para esclarecer os fatos apurados durante a investigação.


O cumprimento de mandado de busca e apreensão não representa condenação ou reconhecimento de culpa, tratando-se de uma medida prevista em lei para coleta de provas e aprofundamento das investigações em andamento.

Polícia Civil prende três suspeitos de estupro de vulnerável em Ibipitanga
IBIPITANGA 26/Mai/2026 - 23h00
Foto: Blog Regional

Polícia Civil prende três suspeitos de estupro de vulnerável em Ibipitanga

Uma operação da Polícia Civil da Bahia resultou na prisão de uma mulher de 60 anos e de dois homens, de 50 e 66 anos, na manhã desta terça-feira (26), no município de Ibipitanga, no sudoeste baiano.


O trio é investigado pelo crime de estupro de vulnerável praticado contra uma pessoa com deficiência intelectual.


Segundo as investigações policiais, os abusos aconteciam há pelo menos um ano. A mulher presa é suspeita de consentir com os atos praticados pelo ex-companheiro e pelo atual companheiro, que também foram detidos durante a operação.


De acordo com a Polícia Civil, o caso foi inicialmente identificado e comunicado ao Centro de Referência de Assistência Social e ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social de Ibipitanga.


Após os relatos, as forças de segurança iniciaram as investigações e a autoridade policial representou pela prisão preventiva dos envolvidos.


Os mandados foram expedidos pela Vara Crime, Júri, Execuções Penais, Infância e Juventude da Comarca de Macaúbas.


As prisões foram realizadas por equipes do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação e da Delegacia Territorial de Ibipitanga.


Os três suspeitos foram encaminhados à unidade policial, onde permanecem custodiados à disposição da Justiça.

Policia Federal informa ao TRE-BA que não encontrou indícios de crime eleitoral envolvendo prefeito de Rio de Contas
RIO DE CONTAS 21/Mai/2026 - 17h26
Foto: Vaner Casaes / ALBA

Policia Federal informa ao TRE-BA que não encontrou indícios de crime eleitoral envolvendo prefeito de Rio de Contas

A Polícia Federal informou ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia que não identificou indícios mínimos da prática de crime eleitoral por parte do prefeito de Rio de Contas, Célio Evangelista da Silva. O posicionamento foi formalizado após análise de um expediente que apurava suposta prática de falsidade ideológica eleitoral, conhecida como “caixa dois”, além de possíveis crimes licitatórios relacionados à gestão municipal. De acordo com despacho assinado pelo delegado Victor Emmanuel Brito Menezes, a análise dos documentos reunidos na Notícia de Fato não encontrou elementos objetivos capazes de justificar a instauração de inquérito policial na esfera federal. Entre os pontos destacados pela autoridade policial está a ausência de provas objetivas nas denúncias apresentadas. Segundo a PF, os relatos não continham informações detalhadas, como datas, locais específicos ou testemunhas que sustentassem os fatos narrados. A Polícia Federal também informou que, ao contrário do que foi alegado nas denúncias anônimas, despesas relacionadas à estrutura de palco, sonorização e iluminação constam oficialmente na prestação de contas do então candidato. As contas, conforme o relatório, foram aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral. Outro aspecto apontado pela PF foi a inexistência de vínculo com recursos federais nas supostas irregularidades envolvendo licitações municipais. Segundo a corporação, os contratos mencionados teriam sido custeados com verbas municipais e estaduais, sem participação de recursos da União, o que afastaria a competência investigativa da Polícia Federal e da Justiça Federal. A investigação teve início após solicitação da Procuradoria Regional Eleitoral para apuração de denúncias que apontavam possível financiamento oculto de campanha por empresas ligadas a Wilde José Cardoso Tanajura, em troca de futuros contratos públicos. Embora o TRE-BA tenha autorizado inicialmente a abertura das investigações em março de 2026, por considerar que havia elementos plausíveis para apuração preliminar, a Polícia Federal concluiu posteriormente que não foi identificada “linha investigativa capaz de apontar” inserção de informações falsas para fins eleitorais. (Veja o documento).

Moraes manda investigar Flávio Bolsonaro por suposta ofensa a Lula
BRASIL 15/Abr/2026 - 10h23
Foto: Victor Piemonte/STF

Moraes manda investigar Flávio Bolsonaro por suposta ofensa a Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada nesta terça-feira (14) após pedido da Polícia Federal, com base em solicitação do Ministério da Justiça. O caso teve origem em uma publicação feita pelo parlamentar em janeiro deste ano nas redes sociais. Segundo a Polícia Federal, o conteúdo divulgado associava Lula a crimes e ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. A avaliação dos investigadores é de que a postagem foi realizada em ambiente público, com grande alcance, e teria imputado fatos criminosos ao chefe do Executivo. Na decisão, Moraes determinou o envio do caso à Polícia Federal para a realização das diligências iniciais. O prazo estabelecido para a apuração é de 60 dias, período em que deverão ser reunidos elementos para verificar se houve crime contra a honra do presidente. O inquérito busca esclarecer as circunstâncias da publicação e avaliar a eventual responsabilização do senador conforme a legislação penal vigente.

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