A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) marcou para esta sexta-feira (11), às 10h, a sessão plenária que decidirá o futuro do deputado estadual Binho Galinha (PRD), preso sob acusação de liderar uma organização criminosa com características de milícia em Feira de Santana e região. Os parlamentares irão deliberar se o colega será mantido preso ou colocado em liberdade, conforme prerrogativa constitucional reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O clima nos bastidores é de grande incerteza. Um influente deputado ouvido pelo Política Livre descreveu o momento como um “empate técnico”, e a expectativa é de quórum baixo, já que votações em sexta-feira são incomuns na Casa.
Na manhã desta quarta-feira (8), a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ouviu o advogado de defesa de Binho Galinha, Gamil Foppel, em reunião aberta. Às 17h, está marcada uma nova reunião, desta vez secreta, para a aprovação do relatório que será encaminhado ao plenário. Até o momento, não foi revelado o nome do relator responsável pelo parecer. Desde a prisão do parlamentar, o caso tem causado constrangimento entre deputados da base governista e da oposição, que têm evitado se manifestar publicamente. A votação será secreta, e nenhum dos parlamentares consultados admitiu qual será sua posição. Tanto o líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), quanto o líder da oposição, Tiago Correia (PSDB), ainda não orientaram suas bancadas sobre como votar.
O processo judicial contra Binho Galinha tramita em segredo de Justiça, mas o documento foi disponibilizado aos deputados na sala da CCJ, sob supervisão de um promotor, para consulta restrita. A medida deverá ser mantida até o dia da votação. Durante a sessão da CCJ pela manhã, Rosemberg Pinto chegou a citar um trecho do processo, mencionando uma referência ao ex-presidente da Assembleia, Adolfo Menezes (PSD), sobre o receio de alguns parlamentares em se posicionar contra Binho Galinha quando foi sugerida a instalação de um Conselho de Ética, que acabou não sendo instaurado.
Binho Galinha é acusado de liderar uma milícia violenta com atuação em Feira de Santana e cidades vizinhas, sendo investigado por lavagem de dinheiro, agiotagem, jogo do bicho, extorsão e outros crimes. Sua prisão ocorreu após uma operação da Polícia Federal, que já vinha sendo monitorada antes de sua entrega às autoridades.
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