STJ nega habeas corpus e mantém prisão do deputado Binho Galinha
BAHIA 09/Out/2025 - 09h00
Foto: Agência Alba/Arquivo

STJ nega habeas corpus e mantém prisão do deputado Binho Galinha

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão do deputado estadual Binho Galinha, em decisão proferida na noite desta quarta-feira (8). O pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do parlamentar foi negado pelo presidente da Corte, ministro Herman Benjamin, que considerou válida a decisão da Justiça baiana que determinou a prisão preventiva. A defesa buscava reverter a detenção, mas o entendimento do STJ foi o de que permanecem os fundamentos que justificam a medida cautelar. Com isso, o deputado continuará custodiado em Salvador, onde está preso desde o dia 3 de outubro, após se entregar ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). Já o filho do deputado, João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, também investigado no mesmo caso, teve pedido de liminar negado pela Justiça. O processo agora segue para análise do Ministério Público. Binho Galinha é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana e municípios do entorno. Segundo a Operação Estado Anômico, conduzida pela Polícia Federal, o grupo seria responsável por uma série de crimes, entre eles lavagem de dinheiro, obstrução da Justiça, jogo do bicho, agiotagem, tráfico de drogas, receptação qualificada, comércio ilegal de armas, usurpação de função pública e embaraço a investigações.
A prisão preventiva do parlamentar e de outros nove integrantes da quadrilha foi decretada em 19 de agosto pela juíza Márcia Simões Costa, da Vara Criminal e de Crimes contra a Criança e o Adolescente de Feira de Santana. No dia 1º de outubro, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do deputado, quando a esposa e o filho de Binho Galinha, Mayana Cerqueira da Silva e João Guilherme Cerqueira da Silva, foram presos. Após se entregar voluntariamente ao MP-BA, o deputado foi escoltado por equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) até a capital, onde permanece sob custódia.

Comentários

Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário

0/1000 caracteres
Seu comentário passará por moderação antes de ser publicado.

Usamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.