Um áudio compartilhado em grupos de WhatsApp, incluindo um grupo formado por motoristas do transporte escolar de Brumado, no sudoeste da Bahia, levantou questionamentos sobre a remuneração dos proprietários de ônibus que prestam serviço por meio de uma cooperativa responsável pela coordenação do transporte escolar no município.
Na gravação, o autor da denúncia afirma que os prestadores de serviço estariam sendo obrigados a investir na renovação da frota para atender às exigências contratuais, mas receberiam um valor por quilômetro inferior ao repassado pela Prefeitura à cooperativa responsável pela execução do serviço.
Segundo o relato, enquanto a cooperativa receberia R$ 4,10 por quilômetro rodado, os proprietários dos veículos seriam remunerados com R$ 3,90 por quilômetro. O denunciante argumenta que a diferença comprometeria a viabilidade financeira da atividade, especialmente diante do alto custo para aquisição de ônibus mais novos.
No áudio, também é feita a alegação de que a cooperativa, embora possua razão social diferente, estaria ligada ao mesmo empresário que teria administrado o transporte escolar do município por cerca de duas décadas. O autor ainda faz acusações de suposta influência política para a permanência da empresa na prestação do serviço.
Outro ponto abordado é uma promessa atribuída ao prefeito Fabrício Abrantes durante a campanha eleitoral. Conforme a denúncia, o então candidato teria defendido o fim da intermediação por cooperativas, propondo que os contratos fossem firmados diretamente entre a Prefeitura e os proprietários dos veículos, com pagamento individual aos prestadores do serviço.
Até o momento, a Prefeitura de Brumado e a cooperativa mencionada não se manifestaram sobre as alegações apresentadas no áudio. As informações divulgadas representam acusações feitas pelo denunciante e ainda não foram confirmadas por investigação oficial.
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