Essa tag tem 39 posts encontrados
A disputa pela Presidência da República em 2026 ganhou novo contorno após a divulgação da pesquisa AtlasIntel, realizada para a Bloomberg News e publicada nesta terça-feira (2). O levantamento aponta um cenário de forte competitividade entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que reduz a diferença e aparece tecnicamente empatado com o petista em uma simulação de segundo turno. Segundo a sondagem, Lula aparece com 49% das intenções de voto, enquanto Tarcísio alcança 47%, diferença de dois pontos percentuais, dentro da margem de erro de aproximadamente um ponto percentual. O cenário ocorre em meio à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido há pouco mais de uma semana por tentativa de golpe. Considerado o principal nome da direita para 2026, Tarcísio, ex-ministro de Bolsonaro, tem ampliado sua presença nacional e fortalecido sua imagem junto ao mercado financeiro. Ele tem defendido que uma mudança na Presidência traria impacto direto na economia, com atração de investimentos e maior controle da inflação e das taxas de juros. Ainda assim, evita embates diretos que possam afastar o eleitorado bolsonarista e reafirma que seu foco permanece na reeleição ao governo paulista. A pesquisa também indica divisão no campo da direita. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece praticamente empatada com Tarcísio em apoio, especialmente entre mulheres, evangélicos e o núcleo mais fiel ao ex-presidente. Apesar disso, Bolsonaro ainda não declarou apoio a nenhum possível sucessor e insiste na intenção de concorrer novamente, o que mantém o cenário indefinido e interfere na articulação de outras candidaturas. Do outro lado, a aprovação de Lula registrou queda após um breve aumento em julho, provocado pela repercussão de tensões comerciais com os Estados Unidos. Em outubro, o presidente tinha pouco mais de 51% de aprovação, mas o índice caiu mais de dois pontos em novembro, chegando a cerca de 49%. O novo levantamento reforça um cenário eleitoral polarizado e indefinido, com sinais de fortalecimento da direita e redução da vantagem do atual presidente a menos de dois anos da eleição.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou, nesta quinta-feira (20), ao Senado Federal a indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, para ocupar a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A cadeira estava aberta desde a saída do ex-ministro Luís Roberto Barroso, que assumiu a presidência da Corte. Ao formalizar a indicação, o presidente destacou que Messias reúne trajetória e experiência compatíveis com as funções da Suprema Corte e afirmou que o indicado tem histórico de atuação voltado à defesa da Constituição e ao fortalecimento das instituições democráticas. Com a mensagem enviada ao Senado, a indicação será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ser votada no plenário da Casa. Caso seja aprovado, Jorge Messias passará a integrar o STF como novo ministro.
O governo dos Estados Unidos retirou tarifas de 40% que incidiam sobre diversos produtos brasileiros, entre eles carne bovina, café, frutas, bebidas e petróleo. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (20) e representa um avanço nas negociações entre os dois países, com impacto direto no agronegócio e em setores da indústria nacional. A medida foi formalizada por ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump. O documento aponta que o recuo nas tarifas ocorreu após tratativas diretas entre Trump e o presidente Lula, que discutiram a revisão das cobranças impostas anteriormente ao Brasil. A suspensão amplia um movimento iniciado na semana passada, quando o governo norte-americano já havia eliminado uma tarifa de 10% aplicada a parte dos alimentos exportados pelo país. A expectativa é de que a retirada das taxas melhore a competitividade dos produtores brasileiros e fortaleça o fluxo comercial entre as duas nações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na sexta-feira (31), o projeto de lei Antifacção, que será encaminhado ao Congresso Nacional em regime de urgência. A iniciativa foi confirmada pela Secretaria de Comunicação do governo e é uma resposta direta aos recentes episódios de violência no país, incluindo os desdobramentos da Operação Contenção, que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o texto — elaborado sob a coordenação do ministro Ricardo Lewandowski — prevê penas mais severas para líderes e integrantes de facções criminosas, além da criação de novos mecanismos de combate ao crime organizado.
O projeto institui o tipo penal de “organização criminosa qualificada”, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão para condenados. Entre as medidas previstas, está também a criação de um banco de dados nacional para catalogar informações sobre facções, suas ramificações e lideranças, reunindo dados estratégicos para investigação e rastreamento. Outro ponto relevante da proposta é o bloqueio e apreensão de bens, direitos e valores de investigados, mesmo durante a fase de inquérito, quando houver indícios de que sejam frutos ou instrumentos de práticas criminosas. O governo afirma que o objetivo é reduzir rapidamente a capacidade financeira das facções e fortalecer o enfrentamento à criminalidade organizada no país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou, nesta quarta-feira (29), o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Boulos substitui Márcio Macêdo, que estava à frente da pasta desde o início do atual governo, em janeiro de 2023. A Secretaria-Geral é responsável pela interlocução direta do governo com movimentos sociais, organizações populares e entidades civis, sendo considerada um dos principais canais de diálogo da Presidência da República.
Durante o discurso de posse, Boulos agradeceu ao antecessor e destacou a importância de fortalecer a participação popular nas decisões do governo. “A proposta é dialogar com todo mundo, não apenas com quem já concorda conosco. As políticas que transformam a vida das pessoas não nascem apenas dos gabinetes, mas do povo e das ruas”, afirmou. O novo ministro também ressaltou que recebeu de Lula a missão de aproximar ainda mais o governo da sociedade: “O presidente me pediu para ajudar, nesta reta final do terceiro mandato, a colocar o governo na rua, percorrer o país, ouvir críticas, conversar olho no olho e apresentar o que tem sido feito pelo povo brasileiro.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (20) o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) como o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. A pasta, sediada no Palácio do Planalto, é responsável pela interlocução do governo com os movimentos sociais e setores da sociedade civil. Boulos assume o posto atualmente ocupado por Márcio Macêdo, que deverá se dedicar à sua campanha para deputado federal por Sergipe. A nomeação será publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (21). O anúncio foi feito após reunião no Palácio da Alvorada com a presença da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), do ministro Rui Costa (Casa Civil) e de Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social). Com a entrada de Boulos, o PSOL passa a ter dois ministros no governo — ele e Sônia Guajajara, titular da pasta dos Povos Indígenas. A mudança faz parte da estratégia de Lula para reforçar sua base de esquerda e consolidar alianças em direção às eleições de 2026. O deputado, que foi o mais votado por São Paulo em 2022 e líder do PSOL na Câmara, tem histórico de militância no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e é considerado um dos principais nomes da nova geração da esquerda brasileira.
Em celebração ao Dia do Professor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta terça-feira (15), no Rio de Janeiro, o decreto que cria a Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB). O ato contou com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e de outras autoridades, marcando mais um passo do governo federal na política de valorização da categoria. Durante o evento, o presidente destacou o papel essencial da educação no desenvolvimento do país e defendeu o investimento na formação de profissionais qualificados. Segundo Lula, “a educação é o caminho que aponta a luz no fim do túnel”, reafirmando o compromisso de seu governo em fortalecer o ensino público e promover oportunidades para os educadores.
A Carteira Nacional Docente (CNDB) é um documento oficial, válido em todo o território nacional, e terá validade de 10 anos. Poderá ser emitida por professores de todos os níveis e redes de ensino, tanto públicas quanto privadas. O sistema de solicitação será aberto a partir de quinta-feira (16), por meio da plataforma Mais Professores, acessível com login gov.br. O programa deve beneficiar cerca de 2,7 milhões de docentes em todo o país.
Para ter acesso à CNDB, o professor deverá possuir CPF regular e estar em exercício da atividade docente em instituição de ensino reconhecida. A iniciativa faz parte de um conjunto de medidas do Ministério da Educação (MEC) voltadas à valorização e reconhecimento da classe docente.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca em Salvador na manhã desta quinta-feira (9) para cumprir uma extensa agenda de compromissos na Região Metropolitana e no Recôncavo Baiano. A primeira parada será a inauguração da fábrica da montadora chinesa BYD, instalada em Camaçari, no Polo Petroquímico, com cerimônia marcada para 12h20. De acordo com a agenda oficial, o presidente chega à Base Aérea de Salvador às 10h e segue para uma visita à linha de montagem da nova unidade da BYD às 10h50. A planta representa um marco na retomada da indústria automotiva baiana, após o encerramento das atividades da Ford em 2021, e deve gerar milhares de empregos diretos e indiretos.
No período da tarde, Lula segue para o Estaleiro Enseada, em Maragogipe, onde anunciará a retomada dos investimentos da Petrobras na Bahia. O evento inclui anúncios para o setor naval, a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e recuperação de vias públicas. Segundo estimativas do governo federal, os investimentos totalizam R$ 2,6 bilhões, com previsão de geração de cerca de 6 mil empregos em diversas regiões do estado. A comitiva presidencial conta com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dos ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Comunicação Social), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Margareth Menezes (Cultura) e Alexandre Silveira (Minas e Energia). O governador da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT) também acompanhará Lula nas agendas oficiais.
Esta é a quarta visita de Lula à Bahia em 2025. Em fevereiro, o presidente esteve em Paramirim para inaugurar a Adutora da Fé e assinar ordens de serviço para a Barragem Rio da Caixa. Em julho, participou dos desfiles cívicos da Independência da Bahia, em Salvador, e, posteriormente, foi a Jequié, no sudoeste do estado, para apresentar os resultados do Novo PAC Saúde 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (8) uma lei que amplia as penas para quem vender, servir ou entregar bebidas alcoólicas a crianças e adolescentes. A nova norma altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e endurece a punição para esse tipo de crime, considerado grave pelas autoridades de saúde e de proteção à infância. Atualmente, o ECA prevê pena de detenção de dois a quatro anos para quem cometer a infração. Com a nova lei, o juiz poderá aumentar a punição de um terço até a metade se ficar comprovado que a bebida foi efetivamente consumida pelo menor de 18 anos.
A medida tem origem em um projeto de lei apresentado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), aprovado pelo Senado Federal em 16 de setembro. O texto abrange tanto a venda quanto o fornecimento gratuito da bebida, estendendo a pena a quem “vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar, ainda que gratuitamente, bebida alcoólica ou outros produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica a crianças e adolescentes”. A decisão vem em meio a um alerta sobre o aumento do consumo de álcool entre adolescentes no Brasil. Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostrou que 5,7% dos adolescentes brasileiros enfrentam transtornos relacionados ao uso de álcool, um índice superior ao registrado em 2012 (4,6%).
O estudo também revelou que 56% dos brasileiros experimentaram bebidas alcoólicas antes dos 18 anos, e 25% começaram a consumir regularmente ainda na adolescência, mesmo com a proibição legal. Com a nova legislação, o governo federal busca reforçar a proteção dos menores e responsabilizar com mais rigor quem contribui para o acesso precoce de adolescentes ao consumo de álcool.
A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu o melhor patamar desde janeiro, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (8). O levantamento aponta que 48% dos brasileiros aprovam a gestão do presidente, enquanto 49% a desaprovam, diferença que está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em setembro, a aprovação era de 46% e a desaprovação de 51%. Em janeiro, após crises como o bloqueio do Pix, o escândalo no INSS e o tarifaço americano sobre exportações brasileiras, os índices estavam em 47% e 49%, respectivamente.
O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 5 de outubro, com 2.004 entrevistados presenciais em todas as regiões do país. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa mostra que o aumento da aprovação foi mais expressivo entre quem recebe acima de cinco salários mínimos, faixa na qual o índice subiu de 37% para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 60% para 52%. Entre os que ganham até dois salários mínimos, Lula tem 54% de aprovação e 43% de desaprovação. Já na faixa intermediária (de dois a cinco salários), 51% desaprovam e 46% aprovam.
A avaliação geral do governo permaneceu estável: 37% consideram a gestão negativa, 33% positiva e 27% regular. Em setembro, os números eram 38%, 31% e 28%, respectivamente. Na percepção sobre a economia, o levantamento registrou melhora: caiu de 48% para 42% o percentual dos que avaliam que a situação piorou nos últimos 12 meses. Por outro lado, subiu de 29% para 35% o grupo que considera que a economia permanece igual, enquanto 21% afirmam que melhorou, índice idêntico ao do mês anterior.
Em relação ao futuro, 43% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, contra 35% que esperam piora e 19% que acham que permanecerá igual.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (10) a Lei nº 15.201, que cria o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) no âmbito da Perícia Médica Federal do Ministério da Previdência Social (MPS) e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa teve origem na Medida Provisória 1.296/25, aprovada pelo Senado Federal em 12 de agosto. O programa tem como principal objetivo acelerar revisões e reavaliações de benefícios previdenciários e assistenciais, reduzindo a fila de espera. Serão priorizados os processos administrativos com prazo de análise superior a 45 dias e as avaliações sociais relacionadas ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O PGB prevê ainda a realização de perícias em unidades da Previdência Social que hoje não oferecem o serviço; nos locais em que o prazo para agendamento ultrapasse 30 dias; em casos com prazos judiciais vencidos; e em análises documentais, desde que executadas após as 18h em dias úteis ou em finais de semana e feriados. Para incentivar a participação, a lei institui o pagamento de bônus extras: R$ 68,00 para servidores da Carreira do Seguro Social e R$ 75,00 para peritos médicos, supervisores médico-periciais e médicos da Previdência Social. As atividades extras não poderão prejudicar o funcionamento regular das agências do INSS.
Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta segunda-feira (25) indica um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em um possível cenário de primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Segundo a pesquisa, em outro contexto, Lula aparece à frente de pré-candidatos como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Foram ouvidos 2.020 eleitores em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 17 e 21 de agosto, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. No primeiro cenário testado, Bolsonaro registrou 35,2% das intenções de voto, enquanto Lula marcou 34,8%. Em seguida aparecem o ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT), com 7,9%, e o governador do Paraná, Ratinho Jr., com 6,2%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), obteve 3,1%, e o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), 0,7%. Votos em branco, nulo ou nenhum somaram 7,1%, enquanto 4,9% dos entrevistados não souberam ou não opinaram.